sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Pausa natalícia

Com o trabalho a dar pouco tempo para respirar, o cansaço acumulado a não dar muita paciência para vir aqui mandar bitaites e as férias de Natal a aproximarem-se está então declarada a pausa blogosférica natalícia.

Boas Festas!

domingo, 24 de novembro de 2013

Meio milhão de desocupados ou de descriminados?

Enquanto a brigada do reumático que afundou a nação anda desesperada para manter as regalias, enquanto os sindicatos estrebucham pelos já instalados, enquanto comunistas e que-se-lixem-a-troika suspiram pela revolução que transforme Portugal na Cuba da Europa, há já meio milhão de jovens que não trabalham nem estudam. Destes, tal como os verdadeiros pobres como diz César das Neves, ninguém fala.
Décadas de leis do trabalho proteccionistas que tornaram a economia anquilosada e dependente do Estado, seguidas de políticas educativas fantasiosas e alheadas da realidade resultaram nisto. Se no trabalho e na economia foi tudo feito para afastar a concorrência e proteger os instalados, na educação foi e continua a ser tudo feito em prol dos alunos que gostaríamos de ter ao invés daqueles que realmente temos. No fundo tudo se resume a uma gritante falta de liberdade. O paizinho Estado toma conta de nós e nós pagando impostos não temos de nos preocupar, pois não somos responsáveis pela nossa condição, já que não temos liberdade de escolha.
Se dúvidas houvesse que o salário mínimo é o maior entrave no combate ao desemprego aqui está uma das maiores provas. Estes jovens com baixas qualificações e sem experiência profissional dificilmente conseguirão entrar no mercado de trabalho e a situação é tão ou mais grave que fruto da crise muitos deles também não têm capacidade financeira para melhorar a sua formação académica. Urge assim ao suposto governo mais liberal de sempre abrir os olhos e fazer algo diferente do que tem sido feito nas ultimas décadas. Há coragem ou vamos continuar a empurrar com a barriga até ao estouro final?

sábado, 23 de novembro de 2013

O Alentejo continua em grande (para não variar...)


Desta feita foi a National Geographic a render-se aos encantos da região mais bela de Portugal e arredores.
Um pouco por todo mundo as referências e reconhecimentos multiplicam-se. Ainda há dúvidas?
Não é por ser Alentejano que defendo com unhas e dentes a minha região, é porque simplesmente é sem sombra de dúvidas uma região única com mil e um encantos. A diversidade é tanta que poucas ou mesmo nenhuma região do mundo se pode dar ao luxo de apresentar tantas e variadas riquezas. A começar pela gastronomia, passando pela cultura e património, acabando nas riquezas naturais o Alentejo é todo um mundo para descobrir. Ou redescobrir consoante o caso.

A cereja no topo do bolo, naquela que é uma das maiores riquezas da região, surgiu também esta semana com a primeira estrela Michelin para o Alentejo, nomeadamente para o restaurante L'and Vineyards em Montemor-o-Novo. Como se diz por aqui, "custou mas foi" e finalmente a gastronomia Alentejana está nas bocas do mundo. Já era sem tempo! Talvez desta as pessoas se apercebam, como eu há muito digo aqui no blogue, que há mais vida para além do Fialho. Venham mais que o Alentejo e os seus restaurantes merecem.

Adenda 26/11/2013:
A primeira estrela Michelin no Alentejo não foi o L'and conforme escrevi acima, mas sim A Bolota, em Elvas, nos idos 1992 e 1993. Sim, eu sei... É um erro imperdoável para um Elvense e ainda por cima defensor da cozinha d' A Bolota, já aqui descrita no blogue como o ex-libris da cozinha alentejana. Fica o reparo!

Austeridade à la socialista

Quando a nossa sorte não deriva de escolhas próprias cujas consequências sejam da nossa responsabilidade, mas de decisões dos outros que nos são impostas sabemos (ou pelo menos devíamos saber) a quem devemos dirigir as reclamações pela nossa condição. Da mesma forma podemos igualmente influenciar a nosso favor quem detém o poder de decidir. No fundo é isto o socialismo. O poder centralizado nas mãos de uns quantos que decidem sobre todos os outros. Os outros, ou seja nós, resta tentar influenciar a nosso favor. Todos querem o seu quinhão e ninguém cede uma fatia do seu queijo.
Temos assim porque a austeridade em Portugal é aplicada de forma atabalhoada, sem nexo, insensata, mas de forma selecta. Há quem lhe chame excepções. Algo no qual o governo mais liberal de sempre é bastante profícuo. Ao contrário do que muita gente diz não temos uma austeridade estúpida porque afecta maioritariamente os mais fracos (também mas não só), mas sim porque é vergonhosamente selecta nos seus alvos. E isto num país que faz da igualdade uma bandeira, num país cuja maior preocupação da Constituição é meter-se em todos os detalhes da vida dos seus cidadãos a bem da igualdade. Isto é socialismo no seu esplendor, não é o liberalismo do qual acusam o nosso governo que de liberal tem muito pouco. Acordem enquanto é tempo.
Daí que a minha preocupação maior seja por muita gente pensar que um tipo como António José Seguro e os seus amigos do PS acabem com a austeridade e façam chover dinheiro sobre os pobres tirado aos mais ricos. Mais depressa os porcos ganham asas.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Há que ter estofo, coração, paciência, essas coisas todas e mais algumas

É às 7h da manhã. Às 10h. Tem que passar para as 12h. Não dá, tem que ser às 15h. Também não dá. É já amanhã. É depois. Depois também não dá. É para semana. Ainda não está pronto, falta uma peça. Para a semana, yah chefe?

É o trânsito, é o carro, é o chefe, é a mulher, é a tia, é a prima, é o cão, é o gato. Amanhã logo às 7h, chefe!

Sexta-feira. Passam as 7h, chegamos às 8h, passam as 9h. Daqui a 30 minutos. Passam mais duas horas.
Pelas 13h interrompo o almoço e lá começam a olhar para o gerador. Às 17h está pronto. Testa uma vez, testa duas, testa três, funcionou sempre.
23.30h, sala de estar, no sofá entusiasmadíssimo a ver um filme. O bairro inteiro mergulha na escuridão. Foi-se a energia eléctrica. Roda-se uma vez o botão, roda-se duas, o gerador não arranca. Amanhã às 7h chefe!

Sábado. Passam as 7h, chegamos às 12h, passamos para as 14h. Um simples botão no gerador que não devia estar pressionado. Inspira fundo. Testa uma vez, testa duas, testa três, arrancou sempre. É desta!

Domingo pelas 16h. Vai-se a televisão e pára a música no quintal do lado. Outra vez sem energia. Roda o botão uma vez, roda duas: o raios-partam-o-gerador não quer arrancar. Sem energia eléctrica até às 20.30h...

Definitivamente este país não é para quem quer, é para quem consegue.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Prognóstico depois do jogo das autárquicas em Elvas (ou o que esperar no futuro da cidade?)

Já com algum atraso, causado pela falta de tempo, mas não posso deixar de deitar cá para fora algumas considerações sobre os resultados das autárquicas em Elvas e o que esperar no futuro.

O CDS e mais concretamente o seu líder local, Tiago Abreu, estão de parabéns, pela eleição de um vereador. Compreenderam perfeitamente como tinham de fazer campanha e o resultado aí está, relegando o PSD para um sofrível 3º lugar. Ainda é pouco, é certo, mas “Roma e Pavia não se fizeram num dia”. Espera-se uma oposição à altura.

Quanto ao vencedor, Nuno Mocinha do PS, confesso que tenho algumas poucas expectativas que faça algo diferente do desastre de duas décadas de Rondão Almeida; só de ler o slogan da campanha – Continuar Elvas – tinha arrepios… Mas espero para ver, afinal Nuno Mocinha aparenta ter melhor sensibilidade económica que o antecessor (é verdade que pior é difícil), pelo que talvez tenhamos uma outra abordagem ao desenvolvimento económico do concelho.

Já aqui tinha discorrido sobre o mais que previsível desaire do PSD, sendo que é hora, de uma vez por todas, daquela gente colocar a mão na consciência e deixar de brincar com coisas sérias: ou se constitui uma verdadeira alternativa ao desastre socialista que a cidade tem vivido, ou se é apenas para fazer figura mais vale estarem quietos. Uma vergonha inqualificável! Elvas merece um PSD à altura.

sábado, 2 de novembro de 2013

10 Discos da minha vida (1º)


Radiohead - Ok Computer (1997)

Foi sem dúvida alguma o disco que mais me marcou.
Reescreveu tudo o que até então se tinha feita na música Rock, ao mesmo tempo que lançava as sementes do futuro. É um dos melhores e maiores de sempre.

Ouvir:
Karma Police
Paranoid Android

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Pensamento do dia

“Boa parte de nós gasta demasiado tempo com aquilo que é urgente e nunca tempo suficiente com aquilo que é importante"

Steven Covey

domingo, 27 de outubro de 2013

10 Discos da minha vida (2º)


Nirvana - Nevermind (1991)

Haverá algo a dizer de Nevermind, dos Nirvana, que ainda não tenha sido dito?
Há 22 anos (parece que foi ontem!) que me acompanha e continua tão fresco como então.

Ouvir:
Smells Like Teen Spirit
In Bloom

sábado, 26 de outubro de 2013

A inconstitucionalidade da crise

A grande conclusão a tirar da crise que o país atravessa é que é inconstitucional Portugal estar em crise.
Trabalho, liberdade e sobretudo dinheiro, são coisas de somenos importância, pois desde que estejam escritas são coisas adquiridas e ponto final. Se está na Constituição temos direito à coisa e mais nada, o governo que se desenrasque mas tem que nos dar o que está no papel. Pelo menos a discussão está aí e pode ser que finalmente o povo comece a ver a dura realidade de ter um texto a reger os destinos do país no qual promete mundos e fundos, mas não assegura como se conseguem tantos direitos e garantias e que, por outro lado, apenas garante aumentos de dívidas e impostos. Atirar o país para a falência não é inconstitucional; somos peritos, tanto que já o fizemos três vezes em três décadas.
No meio do fumo que a casa em chamas está a largar esquecemos o essencial: a Constituição jamais devia dar por adquirido aquilo que deve ser conquistado, que deve ser merecido, mas sobretudo, o que custe dinheiro, pois pelo Estado o que é dado a alguém é tirado e a única forma de garantir isto é assegurando as liberdades individuais e limitando os abusos de poder. Sem deveres não há direitos. O respeito por estes princípios elementares é quanto bastaria a Portugal para sair do atoleiro em que está metido.

Leitura recomendada, no Insurgente, sobre a "implosão constitucionalíssima" que se avizinha: aqui, aqui e aqui.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Perguntar não ofende

Como é possível num país que declara 3 falências em 35 anos serem os políticos que o governaram desde então a ocuparem todo o espaço mediático?

Diz-se que a definição de loucura é repetir o mesmo comportamento e esperar resultado diferente, logo...

sábado, 19 de outubro de 2013

Um desígnio nacional

Parece que finalmente temos um bom orçamento de Estado, só é pena chegar tarde; esperemos que não tarde de mais.
Para não variar começou igualmente a berraria de todos aqueles que vivem dependentes desse mesmo orçamento. O povo, como é óbvio, não é excepção, sofre na pele mais que ninguém as agruras de um Estado glutão, omnipresente e com rédea solta no que a si próprio diz respeito. Os "mimos" para com o Governo e políticos no geral, sucedem-se. Parasitas, chulos ou ladrões são as etiquetas mais ouvidas pela prole. Por isso não se percebe como é que o povo vê nos políticos uma cambada de parasitas, mas bate palmas a cada inauguração de uma rotunda lá na aldeia, ao mesmo tempo que pede mais Estado, mais intervenção e mais poder para os políticos. Não podemos querer chuva na eira e sol no nabal. Não podemos continuar a exigir cortes, desde que estes não nos atinjam.
Portanto se os portugueses tanto se queixam dos seus políticos, é mais do que hora de exigir a redução desta classe que tantos dissabores nos tem causado, e isto implica como é óbvio a redução do Estado e consequente limitação dos poderes central e local. É hora de percebermos, de uma vez por todas, que dos políticos só virão défices, despesa e dívidas, jamais tal classe dará seja o que for, pois o que é dado a alguém é tirado. A classe política e sua trupe de burocratas não produz coisa alguma, jamais produzirá, pelo que a sua função não é mais que assegurar a liberdade e segurança para que outros produzam; são meros servidores dos privados, mas nos tempos que correm a posição inverteu-se e somos nós privados que trabalhamos cada vez mais para alimentar uma classe que se empenha cada vez mais e melhor (chegando nalguns casos a roçar a malvadez e sadismo) em não ter quem a sustente.
Uma das mais importantes reformas devia ser a reorganização do mapa autárquico, era um excelente ponto de partida para eliminar muita da classe e poder político que só entravam o país. Precisamos mesmo de tantas autarquias? Acreditam mesmo que seria o apocalipse acabar com câmaras municipais em locais por trás do sol posto, onde só pululam ditadores em miniatura empenhados em infernizar a vida a quem não é da sua cor política, pois de outra forma não seriam gente?! Só mesmo por pura demagogia e cegueira política se pode dizer que o povo debandava com o encerramento da Câmara lá do sítio. Muita da nossa falta de liberdade e atraso económico passa por aqui, pelo que este assunto devia ser um desígnio nacional.

sábado, 12 de outubro de 2013

Choque de expectativas

A expectativa para escrever algo desvanece-se imediatamente ao constatar que tive um choque com a realidade: falta-me tempo e o mundo nos últimos dias anda assim a modos que para o surrealista.

A classe política então anda cada vez mais alucinada. Não sei o que andam a fumar mas deviam pôr mais tabaco na coisa...

E Portugal é cada vez mais um lugar estranho.

Isto não é bem um post. Nem sei bem o que é.
Quando tiver tempo talvez escreva algo de jeito; se é que algum dia escrevi algo de jeito. Até lá é chocar com a realidade. Ou com as expectativas.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Alguém viu o PSD Elvense? (2)

Estava para escrever um post grande e maçudo sobre a desilusão que é para mim a candidatura do PSD de Elvas às próximas autárquicas, mas não o vou fazer, não vale a pena divagar pelo que serei conciso.
Sempre fui e continuo a ser laranja, mas a minha costela liberal leva-me muitas vezes a discordar de muitas das ideias que por aí andam dos sociais democratas e esta candidatura é uma delas.

Em primeiro lugar porque julgo que o PSD não se deve prestar a este tipo de coligações; é um partido que pela sua história e dimensão não devia precisar destas muletas locais; se as necessita, mesmo com o desastre que tem sido a governação socialista elvense, algo vai muito mal.

Em segundo lugar, mas mais importante, porque lendo o compromisso eleitoral vemos como as intenções desta coligação em nada diferem do desastre socialista com duas décadas: muita "criação", muito gabinete, muita coordenação e gestão, muito programa e iniciativa, mais obra e cimento, muitos apoios e incentivos, etc... Ou seja: despesa e mais despesa, o mesmo controlo de tudo e todos, o mesmo desprezo pela iniciativa privada e sua substituição pela coisa pública.
Para provar tudo isto veja-se como o compromisso tem quarenta páginas, apenas sete versam a economia e destas só dois parágrafos são dedicados à política fiscal do concelho. Está tudo dito...

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Duas notícias, uma realidade



A primeira é uma péssima notícia que mostra o clamoroso autismo de um Estado que insiste em extorquir via impostos o que não existe: riqueza.

A segunda é uma excelente notícia e mostra como os nossos trabalhadores, tal como as empresas, depressa perceberam - com a crise - que é melhor fazer pela vida lá fora. Querem os melhores cá dentro façam por isso. Se bem que lendo a primeira notícia isso seja difícil.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

domingo, 18 de agosto de 2013

Uma excelente notícia sobre a entrevista de Judite ao jovem Lorenzo

As ondas de choque estão a ser enormes, mas, muito provavelmente, contrárias à intenção da vergonhosa e escandalosa prestação da Sra. Judite de Sousa.

Parece mentira, mas da esquerda mais radical à direita mais liberal as reacções são unânimes.

Afinal há esperança para Portugal; um país tido como transpirando inveja por todos os poros, mostra com as reacções nas redes sociais a este episódio que há muita gente com valores diferentes da mesquinhez mais reles que grassa pelas redacções dos nossos media.
E isto, sim, é uma excelente notícia.

Estado de espírito


Saudades. Imensas.
Da minha terra. Do cheiro do Alentejo. De passear sem preocupações. Do silêncio. Da melhor gastronomia do mundo. Dos vinhos que só o Alentejo consegue fazer. Da tranquilidade e paz de espírito que ali mora. Da qualidade de vida que só ali, naquelas terras imensas, existe.
Falta pouco. As férias estão já aí ao virar da esquina.

sábado, 17 de agosto de 2013

10 Discos da minha vida (3º)

The Stone Roses (1989)

É o álbum Pop por excelência; na minha modesta opinião o melhor que já se fez do género em terras de sua majestade. Um disco de estreia perfeito e irrepetível.

Ouvir:

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Alguém viu o PSD Elvense?

Não sei se é inépcia do partido, ausência dos candidatos ou mesmo censura, mas o certo é que não encontro uma única notícia nos órgãos de comunicação social elvenses sobre as acções de pré-campanha do PSD, quando raro é o dia em que não apareçam PS ou CDS...

Será que aquela malta concorre só por bem parecer? Serão tímidos e têm vergonha de aparecer na rua? Ou é mesmo uma espécie de censura da comunicação social?

Já agora: e que tal dinamizarem um pouco mais o blogue e a página no facebook, para não passarem uma imagem desinteressada e a malta ficar a conhecer melhor a candidatura?

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Diz que somos um país capitalista, desenvolvido e essas coisas todas


Destaco esta parte:

"Estou devidamente licenciado para exercer a actividade, já fui autorizado pelo Governo Regional, já tenho as licenças passadas pela Câmara Municipal, mas a Direcção Regional de Transportes alega que eu não posso iniciar a actividade."

Reparem na quantidade de instituições do Estado que estão metidas ao barulho neste caso! A culpa, já tou a ver, deve ser dos malvados liberais. Precisamente aqueles que passam a vida a denunciar os abusos de um Estado omnipresente, todo-poderoso e - acima de tudo - arbitrário nas suas decisões, como podemos ler nesta notícia.
Ou então não, a culpa é só deste sujeito que cometeu o pecado capital de querer ser empresário. Fosse antes sindicalista...

E somos um país livre, não somos?

domingo, 11 de agosto de 2013

10 Discos da minha vida (4º)


Pearl Jam - VS (1993)

Cumpre este ano precisamente duas décadas, aquele que é ainda hoje um dos discos com mais airpay cá de casa e dos que mais boas memórias me traz da adolescência.
O Grunge estava no auge e este VS dos Pearl Jam, que representa como poucos o espírito dessa geração, é na minha opinião a sua obra superior. Um dos grandes do Rock.

Ouvir:

sábado, 10 de agosto de 2013

Da obsessão em afundar Portugal

Se há coisa para a qual já não tenho a mínima paciência é para o "coitadismo" nacional lusitano. Português de Portugal só sabe falar mal. Não vale a pena dizer mais porque é mesmo assim. Ponto.
O nacional-lamentismo ainda era coisa tolerável antes do eclodir da grande crise, mas com a terceira falência em três décadas a coisa agravou-se e é vê-los e e ouvi-los por tudo quanto é sitio. Esta crónica de um tal Bruno Proença, no Diário Económico, é um dos mais recentes e melhores expoentes da coisa (e um excelente texto para substituir o papel higiénico numa ida ao wc). Sinceramente estou farto, muito cansado mesmo, desta moda de olhar com pena para nós, emigrantes, e pintar de preto o futuro nacional. Ah e tal coitadinhos, têm tanta formação e tiveram de ir embora, foram empurrados como diz o Bruno Proença.
Dou um conselho a quem partilha desta preocupação: não se preocupem. Nós, emigrantes, dispensamos muitíssimo bem esta preocupação bem falante, pois em boa hora emigrámos e fugimos, sim, fugimos, desse pessimismo reinante, desse fatalismo que consume Portugal, que afoga a ambição e enterra todo um povo na maior das misérias possíveis: a falta de esperança. Que malvada obsessão pelo fracasso, pelo derrotismo, pela miséria material e humana é esta que queima tudo quanto toca?! Se nada mais têm a dizer ou a fazer em prol da nação à qual dizeis pertencer, fazei um favor para bem de todo Portugal: calai-vos de uma vez por todas! Mesmo com o a sol a brilhar intensamente, havíeis de encontrar forma de lamuria  nem que fosse pelo calor. Sabemos que os tempos não são fáceis e por isso não precisamos que nos gritem todos os dias aos ouvidos a mesma coisa, tal como a um faminto não se pergunta se tem fome. Diz ainda o Sr. Bruno, no titulo do seu texto, que a geração dos trinta  está de castigo, imagine-se... O tanas! A nossa geração foi literalmente lixada com F grande pela geração anterior, mas isso são contas de outro rosário e não é com choradinhos que se arruma a casa. Adiante.
As boas notícias podem andar por aí, mas, sempre escondidas, como mandam os cânones do nacional-lamentismo, como se uma puta de uma boa noticia não fosse o melhor bálsamo para o espírito em tempos tortuosos. Jamais vi ganharem-se guerras e batalhas com bota-baiximos, lamurias e cantigas de fado. Deve ser isto aquilo que Henrique Raposo descreve aqui como a obsessão queirosiana, onde não posso estar mais de acordo com o mesmo: o nosso problema não é material, está mesmo na cabecinha.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O sucesso do socialismo à portuguesa (ou à elvense)

Elvas é governada faz duas décadas pelos ideais socialistas, perfeitamente personificados pelo ex-presidente Rondão Almeida (perdão, Comendador Rondão de Almeida).
Os resultados são fielmente reproduzidos pelos dois gráficos abaixo, representando, respectivamente, a taxa de desemprego e a taxa de beneficiários de RSI comparativamente às outras cidades Alentejanas.



(clique para aumentar as imagens)

A taxa de desemprego é um quinto da população activa. A mais alta da região a grande distância da média nacional. Um quinto dos elvenses não têm trabalho.
Como se isto não fosso elucidativo, por si só, temos uma taxa de beneficiários do RSI que faria - no mínimo - qualquer governante cobrir-se de vergonha para o resto dos seus dias: nada mais nada menos que um terço. UM TERÇO senhores! Um terço dos elvenses necessitam apoio do Estado para cobrir as suas necessidades básicas.

Há quem diga que isto é uma política de sucesso (e o diga sem se rir ou corar de vergonha). É com certeza. Um notável sucesso a mostrar a verdadeira face do socialismo tuga.

Nota: as imagens e os números podem ser consultados nos indicadores do Público sobre as Autárquicas 2013.

sábado, 3 de agosto de 2013

O perfeito exemplo do socialismo (à boa moda elvense)

Elvas começa a ser uma cidade a necessitar urgentemente de ajuda externa, que a salve do desvario de duas décadas de socialismo.
Como se não bastasse a cidade estar pejada de placas com o nome do seu ainda Presidente da Câmara, Rondão Almeida, perdão, Comendador Rondão Almeida, por tudo quanto é sítio, agora é a vez de uma vereadora -  Elsa Grilo - ter uma placa com o seu nome: Biblioteca Dra. Elsa Grilo. Reparem no pormenor do título académico "Dra."... fantástico.
A justificação do Presidente para tal é uma pérola:

"é um reconhecimento pelo desempenho das funções ao longo destes vinte anos em prol da cultura no concelho e pelo excelente trabalho que desempenhou no grau mais alto que a cidade de Elvas tem que é o estatuto de Património da Humanidade”

A ver se nos entendemos: um político que desempenhe correctamente e com brio as suas funções não faz senão a sua obrigação e a isso chama-se serviço público, é para isso que foi eleito e para que servem os impostos que nós todos pagamos. Mais: em toda e qualquer organização, as conquistas são fruto do trabalho e do esforço colectivo, da equipa e de cada um desempenhar da melhor forma possível as suas tarefas. Mas em Elvas não é assim que acontece, os seus cidadãos trabalham, pagam impostos, mas os louros das obras que estes pagam recaem há vinte anos sobre uma única pessoa.
A cidade é hoje um verdadeiro estudo de caso sobre o socialismo. Tomada há vinte anos pelo PS, tem uma Câmara rica, sem dívidas, mas um povo de mão estendida à caridade do poder local, uma classe económica de rastos, anquilosada e totalmente dependente das compras do município, e imenso betão para mostrar obra feita. É uma cidade Património da Humanidade, espelho perfeito de uma política de parecer e não ser, cidade limpa e moderna, mas miserável no poder de compra das suas gentes, no abandono irremediável pelos jovens e nas festas e festarolas a toda a hora para os idosos. É uma cidade que inaugura piscinas nas suas freguesias ao mesmo tempo que tem necessidade de alimentar as suas crianças. Mas o socialismo encerra uma perigosa armadilha na sua ideologia de tudo decidir e controlar a nível central, pois um individuo que acredite piamente na moralidade superior da sua decisão sobre os outros vai querer perpetuar esse estado de coisas. E temos assim Rondão Almeida, há 20 anos a decidir o destino dos elvenses, como candidato do PS à Assembleia Nacional e número três da lista à Câmara Municipal. Infelizmente.
É hoje uma cidade mais bonita? Sem dúvida. É uma cidade melhor? Não. E duvido que o venha a ser no futuro mais próximo. Vasco Pulido Valente chamou-lhe em tempos a Rondónia; eu digo que já esteve mais longe disso.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Sobre impostos, empresas e pessoas

Há um chavão muito popular entre a nossa sociedade que diz que aquilo que é uma empresa são as pessoas, são os seus trabalhadores, principalmente quando toca a reivindicar melhores condições e salários.
A nossa esquerda e os sindicatos adoram relembrar-nos deste facto, mais do que óbvio e elementar, motivo pelo qual me faz espécie esquecerem este pormenor quando chega ao pagamento de impostos pelas empresas; ora se estas são constituídas por pessoas, quem senão estas para pagar os impostos que recaem sobre as mesmas? Abro aqui um parêntesis para fazer já uma declaração de intenções: sou contra todo e qualquer imposto sobre as empresas, nomeadamente sobre o suposto lucro. Todo e qualquer imposto sobre uma empresa recai única e exclusivamente sobre dois tipos de pessoas: accionistas e trabalhadores; as empresas não pagam impostos. Mais: é uma perversão total taxar o suposto lucro obtido com trabalho e consumo já previamente taxados, quando na verdade qualquer gestor que saiba o que é fazer pela vida sabe que os "lucros" não existem, só existem os custos futuros. E digo suposto porque o lucro como o definimos é um mito, não existe como tal, não é objectivo, mas sim consequência de determinada actividade, a prova da validade da mesma; por isso prefiro a expressão de nuestros hermanos: benefício.
O socialismo é assim, e desde sempre, o maior entrave ao crescimento económico, pois na sua infinita bondade de tudo controlar, decidir e distribuir, lá do alto da sua caridade centralizada, necessita de cada vez mais recursos, vai daí taxa-nos pelo simples facto de trabalharmos, quando trabalhamos porque temos que comer, taxa-nos quando comemos e volta a taxar quem nos deu de comer não vá este obter algum lucro à custa das nossas necessidades. Assim, é óbvio que mais impostos sobre as empresas são menos salários e menos investimento, resumindo: mais pobreza. Se mais impostos resultassem numa sociedade mais justa porque não taxamos tudo a 100%? No fundo porque não nacionalizamos tudo o que mexe? Talvez Cuba e a Coreia do Norte sirvam de resposta, mas para mal dos nossos pecados, infelizmente, não nos decidimos, pois continuamos com essa coisa de "economia mista", seja lá o que isso for.

Publicado também aqui.

domingo, 28 de julho de 2013

Exportar para Angola: alterações ao processo de importação

Como tenho vindo a referir noutras postas nisto de exportar para Angola há que estar actualizado e conhecer muito bem o processo de importação no destino, sob pena do negócio ir por água abaixo, por isso convêm estar atento neste ano de 2013, onde têm surgido grandes e profundas alterações à legislação sobre as importações.
Até agora, quiçá, as mais significativas e com maior impacto são o fim da inspecção pré-embarque obrigatória e o inicio das inspecções locais.
A inspecção pré-embarque, como já tinha explicado aqui, era obrigatória para uma série de produtos como alimentos, medicamentos, químicos, etc, e efectuada pela Bureau Veritas, Cotecna ou SGS; pois bem a partir de agora deixou de o ser, podendo no entanto ser realizada facultativamente por interesse do exportador e importador. Aqui podem ler a Circular da Alfândega com a transcrição do Decreto Presidencial sobre a matéria.
No inicio do ano constitui-se uma parceria público-privada entre a Alfândega e uma entidade privada, a Bromangol, com a finalidade de inspeccionar e efectuar análises laboratoriais aos produtos importados (principalmente para consumo humano e animal). Muito resumidamente: esta empresa cobra antecipadamente uma análise laboratorial aos produtos importados, tão logo o despacho de importação dê entrada na Alfândega, sendo que esta só libera o processo após pagamento da respectiva factura da análise. Após o desalfandegamento da mercadoria é dado um prazo estimado para a entrega da mesma, sendo que esta entidade irá contactar o importador com vista à recolha das amostras para análise. A Circular com os procedimentos detalhados pode ser lida aqui, mas, como o que realmente importanta para quem exporta e importa é o preço, aqui podem ler a tabela de preços da Bromangol publicada em Diário da República.
Muito se tem falado e sobretudo especulado acerca da nova Pauta Aduaneira de Angola, mas o certo é que ainda não há algo de concreto, pelo que nada se sabe sobre as actualizações das tarifas de importação; quando tal acontecer darei conhecimento a quem interesse.

terça-feira, 23 de julho de 2013

O (In)seguro

 
Imagem via ionline
 
"O que fez Cavaco? Arranjou uma catraca para dar a mão ao oco. Deu-lhe a oportunidade de passar a ser importante nas negociações com a troica, de fiscalizar, via acordo, o comportamento do governo e de juntar argumentos para o vir a substituir. Ainda por cima, dizendo-lhe que se preparasse porque ia ter a sua oportunidade dentro de um ano e não de dois. Querem mais? É difícil.
O que aconteceu? O oco ou não percebeu patavina ou teve medo. Perante a ululante corte socrélfia, perante os dislates dos cadáveres adiados – Soares, Sampaio, Alegre, por exemplo - perante os sinistros ataquinhos do Costa, perante a habitual protecção dos media e de todo este género de gente, o oco apanhou um cagaço de tal ordem que borregou. Acobardou-se.
É evidente que, se tivesse aproveitado a oportunidade de ouro que o PR lhe oferecera, teria chegado a um acordo qualquer, mas a alcateia não perdoava. Houve até um tipo que disse que o PS se partiria em dois! Se calhar, o oco acreditou na ameaça. Não percebeu que, da alcateia, poucos haveria que abandonassem o barco, única via de ter esperança de voltar a ser gente. Não percebeu que a moderação que mostrasse lhe iria grangear uma multidão de votos na área do PSD. Não percebeu nada."
 
Ide ler o texto completo de António Borges de Carvalho no Irritado.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Brincalhões...

Afinal contrariamente ao que escrevi no passado 3 de Julho não somos ingovernáveis.
Somos apenas brincalhões. Gostamos de brincar com coisas sérias, pronto.

Podia ser pior. Podia ser mesmo a sério.
Ser Português deve ter algo a ver com isto.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

sábado, 6 de julho de 2013

A antecipada parvoíce de uma crise vista ao longe

Estamos a dar um triste espectáculo, sem rodeios e preto no branco é aquilo que vê quem está de fora.
Vítor Gaspar que era tão bom, tão competente, tão recto, a pessoa ideal para o leme em mar tempestuoso, afinal não aguentou a contestação do zé povinho. Simplesmente porque, como eu sempre defendi, era alguém que estava completamente desligado do país real, vivia de e para números, ou seja nas nuvens. A seguir o que faz o parceiro de coligação? Uma birra, pois bem. Excelso sentido de Estado, responsabilidade e comprometimento com a nação. Sem dúvida tudo aquilo que o CDS sempre defendeu... Ah não gostou da escolha? Azar. Discuta, proponha outra, faça o que entender (não tem uma reforma do Estado para apresentar?), agora bater com a porta com todas as mais que conhecidas consequências é andar a brincar e gozar com quem lhe paga o salário. Como se diz na minha terra mostrou o cuzinho todo, que é como quem diz a face: o poder pelo poder. Vai daí os tão famigerados mercados, tão odiosos e malvados, lá mostraram a verdadeira face desta palhaçada toda: que não governamos, nem nos deixamos governar, mas, mais importante ainda, que continuamos falidos, algo que parece escapar a uma grande falange dos nativos da Lusitânia.
Entretanto o circo continua, com a esquerda radical a masturbar-se com a crise despoletada e os socialistas a salivarem com o vislumbre da cadeira do poder. Há ainda por aí umas criaturas iluminados que pedem eleições antecipadas. Em Portugal gosta-se muito de pedir eleições antecipadas. Aliás gostamos muito de antecipar seja o que for, basta ver a quantidade de criaturas-fazedoras-de-opinião que pululam pelos nossos media, como puro lixo tóxico, antecipando tudo e mais alguma coisa excepto a nossa tremenda incompetência para governar, enfim... O governo mexe no meu queijo? Eleições antecipadas! Há uma crise política? Eleições antecipadas! Eu muito me engano ou está mesmo tudo doido ou o calor está a dar cabo da tola a muita gente. A ver se nos entendemos: houve eleições há dois anos atrás, foram escolhidos os partidos para nos governar durante quatro anos. Falar em eleições novamente é uma total idiotice e uma tremenda infantilidade. É que não há outro adjectivo. Bonito seria sempre que um governo toma uma medida impopular (ui tantas que ainda há para tomar!) ou a qualquer crise política houvessem eleições. Mas esse tipo de gente não tem nada na cabeça?! Ou foram demasiado mimados na infância e os papás faziam-lhes as vontadinhas todas não antecipando a idade adulta?!
Menos mal que no meio disto tudo há um PM com algum bom senso. Não está isento de falhas e erros, que os tem como qualquer ser humano (é impossível agradar a gregos e troianos), mas tem aquilo a que se exige a um líder em momentos difíceis: calmo, sóbrio e tranquilo. Algo que escasseia há muito pelas nossas elites. Portanto vamos mas é manter a calma, olhar em frente e continuar a trabalhar, pois por muito que nos custe ainda não há pão para malucos.

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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Já andam a comprar tinteiros?

Eu só gostaria de relembrar à esquerda, que delira com a crise política e saliva só de vislumbrar a cadeira do poder, que também não será ela a tirar-nos do buraco onde estamos, simplesmente porque continua a não haver dinheiro.

Ou julgam que o BCE vos empresta uma impressora?!

Se é assim é tirem o cavalinho da chuva e invistam antes em airbags porque o embate com a realidade vai ser brutal.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

I-N-G-O-V-E-R-N-Á-V-E-L

Agora, venha o diabo e escolha: 2º resgate, bancarrota ou sairmos do Euro.

Depois, é agradecer ao inqualificável Paulo Portas e aguardar por um futuro (in)Seguro.

Agarrem-se porque o estrondo vai ser titânico...

sábado, 29 de junho de 2013

O culto da personalidade ou a falta de senso do ridículo

 "O nome do Coliseu e Parque de Estacionamento Subterrâneo de Elvas vai ser adaptado.
De Coliseu José Rondão Almeida o espaço vai passar a chamar-se Coliseu Comendador Rondão Almeida. Já o parque de estacionamento subterrâneo vai passar a designar-se de Parque de Estacionamento Comendador Rondão Almeida."
 
"O vice-presidente refere que infelizmente «há algumas vozes que garantem que se chegassem à Câmara retirariam os nomes destas duas obras. Graças a Deus o presidente tem tido saúde para além de ter a placa também fazer a obra pelo que é de toda a justiça fazer-se esta adaptação ao nome»."
 
Notícia na Rádio Elvas.
 
Isto não é para quem quer, é para quem pode. Uma mera questão de prioridades. Ou como soi dizer-se: cada povo tem os governantes que merece.
Já agora: não se arranja uma estátua do "comendador" e a mudança de nome da cidade?

domingo, 23 de junho de 2013

Portugal existe?!

O nosso país começa a ser de tal forma surreal que um tipo dúvida que exista mesmo um local assim.

Um dos ministros mais liberais do governo mais liberal de Portugal quer incentivar o emprego daqueles que menos necessitam:


Querem ver que dos 20% de desempregados há imensos doutorados e nós não sabíamos? Quer-me parecer que o problema mais grave é mesmo na ausência de qualificações. 
E a mim parece-me que o problema de reter cérebros tem a ver com uma coisa que escasseia muito no país: dinheiro para os pagar; e não será com medidinhas que a tesouraria das empresas passará a tê-lo.
A gestão de empresas é algo que não assiste o nosso governo mais liberal de sempre.

Menos mal que existe um Seguro contra a desgraça.


Que é como quem diz: atacai o pote que ainda há muito por onde comer.
Ou isso julgam eles. Pois só assim explica a pérola de assumir como prioridade política para as câmaras a criação de postos de trabalho no país. Nada mais fácil: é triplicar o número de funcionários em cada uma e assunto resolvido, naqueles Municípios onde a câmara já é a maior entidade empregadora passará a ser a única. Será o paraíso socialista em todo o seu esplendor.

Bem nos pode valer Nossa Senhora de Fátima para nos salvar de tamanha desgraça.

10 Discos da minha vida (5º)


Soundgarden - Superunknown (1994)

É, muito provavelmente, o disco mais difícil que ouvi até hoje e o exemplo perfeito do slogan "primeiro estranha-se, depois entranha-se", mas é um dos melhores exemplares do som de Seattle - vulgo Grunge - jamais feitos.
Negro, denso e surreal foi um dos capítulos finais do Grunge, lançado no mesmo ano da morte de Kurt Cobain. Um dos discos obrigatórios da história do Rock.

Ouvir:

sábado, 22 de junho de 2013

Senhor Comendador

É a chave de ouro para duas décadas de desastre socialista; pois passe então a ser tratado por senhor Comendador.
Salve-se pelo menos o Património da Humanidade, nem que este repouse, brilhante e opulente, sobre os cacos de uma cidade miserável, de mão estendida para quem a visita e entregue a uma brigada do reumático que bate palmas ao abandono pelos seus filhos e netos em busca de melhor sorte.
Haja também quem apoia tudo isto. Acho bem. Que sirva pelo menos para colocar um rosto aos apaniguados lá do burgo.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Não se arranja um imposto para a parvoíce?


É, talvez, a tirada mais tristemente hilariante dos últimos tempos:


Nomeadamente na construção, diz o mesmo.

Coitados dos nórdicos, tão pobres que são por causa do mau tempo que por lá faz. Na Escandinávia então, pobrezinhos, há anos que não há investimento.
Como economista que é Gaspar devia saber que o mau tempo devia ter impulsionado outros investimentos que compensariam a perda na construção, tais como, sei lá, o fabrico de guarda-chuvas, abrigos, cachecóis, aquecedores, etc... O enorme aumento de impostos é que não tem nada a ver.

Isto é o que dá viver de e para os números: quando estes não batem certo qualquer desculpa serve, nem que sejam os gambuzinos. Ou então é apenas gozar com o pagode.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Ó Elvas, ó Elvas viva o fogo de vista...

Telefonaram-me lá da santa terrinha a contar a novidade, mas a coisa era de tal forma surreal que um dificilmente acredita, mas ao ler esta notícia confirma-se a oficialidade da cena. Vejam ainda esta reportagem para o cenário ficar completo...

Rondão Almeida, socialista de cepa, continua igual a si próprio e afinal não faz nada mais que os cânones da sua ideologia, que tão bem, salvo seja, tem aplicado em Elvas nas últimas duas décadas. Mais que ser importa parecer, nem que seja à força.

Mas os elvenses gostam, já que lá na terra nada se passa, logo, ter à porta de casa as comemorações do 10 de Junho será todo um acontecimento para ser recordado durante décadas. Já como se vai pagar isto é coisa de somenos importância. Consta que a cidade anda animada.

sábado, 1 de junho de 2013

Há seis anos por Angola...


(Vista de Luanda a partir do Clube Náutico em 2008)

Parece que foi ontem aquele 14 de Abril de 2007 em que aterrei pela primeira vez em Luanda e, quase, sem dar por isso já lá vão meia dúzia de anos e muitas histórias para contar.
A economia então crescia a dois dígitos, quase tudo estava por fazer e não havia "gato pingado" que não apanhasse um avião em busca da sua oportunidade de negócio. Cheguei pela mão de uma empresa que daqui apenas queria dinheiro e nada mais, condições de trabalho e estratégia nem vê-las, bati com a porta ao fim de um ano, passei então para uma das "pioneiras" da responsabilidade social na tuga, mas que aqui se mostrou completa e escandalosamente irresponsável, foi simplesmente para esquecer ao ponto de tentar o regresso à terra em 2009, estávamos então quase a bater no fundo pelo que no ano seguinte já estava novamente em Luanda, desta feita pela mão de um dos líderes da sua área onde ainda hoje exerço funções. Assisti em directo a dois actos eleitorais, acenei a Bento XVI, cruzei-me com quase todos os nossos políticos e um bom punhado de figuras importantes da nossa economia. Vi muitos empresários chegarem e vencerem, outros tantos saírem de cena completamente derrotados pela ganância e o preconceito. Vi Luanda mudar de imagem, de imenso estaleiro de obras para uma cidade que se quer moderna e cosmopolita. E aprendi imenso, sobre coisas que nunca imaginei, coisas que jamais aprenderia no conforto do hemisfério norte; mudei definitivamente a minha imagem do mundo, assim como a minha própria pessoa. África transforma-nos.
Já comi muito funge e mufetes na Ilha de Luanda, mergulhei um sem fim nas suas águas cálidas. Perdi a conta aos dias sem energia, sem água, às horas perdias no trânsito infernal. Já stressei, desesperei, chorei e gritei imensas vezes, já perdi a conta às vezes em que disse apanhar o primeiro avião de regresso, mas ainda aqui estou; e vamos ficando porque apesar de tudo Luanda tem algo que nos agarra, que nos marca de forma indelével e permanente. Talvez seja o clima, o calor das suas gentes, a sua permanente boa disposição e incurável optimismo face ao futuro. Um futuro que não sei o que me trará, pois por vezes dou por mim a suspirar, se não pelo regresso, quiçá a uma nova aventura noutras latitudes, mas o dia que deixar Luanda não será um momento, de certeza absoluta, nada fácil...

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Leitura obrigatória


"Vogais e consoantes politicamente incorrectas do acordo ortográfico", de Pedro Correia.

“O Acordo é tecnicamente insustentável, juridicamente inválido, politicamente inepto e materialmente impraticável” (Aqui)

domingo, 12 de maio de 2013

Crónica gastronómica das últimas férias


Gastronómicamente "órfão" desde o encerramento do Tomba Lobos, em Dezembro último, tem sido difícil para este comensal encontrar onde se refugiar e reconfortar a barriga com verdadeiro prazer. Fiquei sem um restaurante preferido, por assim dizer.
Sendo filho de uma terra pródiga em templos gastronómicos é verdade que não faltam locais onde ceder à tentação, como a Cadeia Quinhentista ou A Bolota, mas ali morava algo mais que um simples restaurante, pelo que vai daí e toca de me atrever a descobrir o que se faz no outro lado da fronteira. Em boa hora o fiz e a primeira experiência foi algo do outro mundo, mas ainda não seria ali que encontraria algo como um substituto do "lobo", esse foi descoberto nas ultimas férias e dá pelo nome de Crisol.
Tem tudo o que tinha o "lobo", o estilo moderno, a simpatia e profissionalismo de quem nos recebe e uma cozinha de outro mundo... Estão lá os genes da gastronomia da extremadura espanhola, mas um forte toque pessoal com inspiração de outras paragens e uma criatividade ímpar fazem da refeição uma experiência fantástica. Além disso tem aquela característica tão espanhola de podemos tomar uma refeição propriamente dita ou apenas petiscar as célebres "tapas", sendo que estas não são mais que doses mais pequenas dos pratos principais (tais como Teriaki de Atum ou Carpaccio de Veado e Foie, só para citar dois dos meus preferidos). Um verdadeiro luxo e a preços incrivelmente acessíveis. Em duas semanas de férias fui duas vezes e a próxima visita está certamente já agendada.
Que me perdoem os meus conterrâneos que têm excelentes restaurantes, mas nem só de tradição pode viver a nossa gastronomia, pelo que um pouco mais criatividade nunca fez, nem fará, mal a ninguém.

sábado, 11 de maio de 2013

Confissões de um emigrante (2)

Aqui por Angola chamam-nos expatriados, termo fashion e in para designar alguém destacado para o estrangeiro por uma empresa do seu país natal, com algumas regalias garantidas pela entidade patronal.
Tretas, primeiro porque na grande maioria não há vinculo algum à empresa no país natal, e segundo porque na maioria o processo de recrutamento foi efectuado pela empresa estrangeira. Não somos mais que meros emigrantes, que viemos em busca de melhor sorte, tal como os nossos avós e pais há cerca de meio século atrás. Independentemente do nome que nos queiram dar creio que somos todos exilados; foragidos de uma república socialista que espolia tudo aquilo que mexe, que suga todo e qualquer fruto do trabalho, que estipula o valor do trabalho de cada um independentemente dos seus conhecimentos, esforço e dedicação, (des)governada, há décadas, por um punhado de iluminados que julga conhecer as necessidades e desejos de 10 milhões de almas, para por eles decidir o que é melhor para cada um.
Fugimos de um um futuro que não existe, por um presente por construir; fugimos de quem nos (des)governa, de quem julgou que a felicidade se comprava a crédito, que as dívidas de amanhã não importavam mas os luxos que hoje se compravam; fugimos de quem nos espolia em impostos para pagar a incompetência daqueles que nos atiraram três vezes para a falência; mas fugimos principalmente para ter voz, para mostrar o quanto valemos, mas sobretudo o quanto poderíamos fazer se isso nos fosse permitido. Regressar? Oh quanto o desejo... Mas só, muito provavelmente, quando isso não me obrigue a abdicar de metade do meu trabalho para alimentar um Estado glutão e omnipresente, que tudo controla, mas que é incapaz de garantir a minha liberdade de escolha, a não ser - por enquanto - a liberdade de emigrar.

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A riqueza segundo o malvado liberalismo


"Toda persona es rica según el grado en que pueda disfrutar de las cosas necesarias, convenientes y agradables de la vida. (...)
El precio real de todas las cosas, lo que cada cosa cuesta realmente a la persona que desea adquirirla, es el esfuerzo y la fatiga que su aquisición supone. Lo que cada cosa verdaderamente vale para el hombre que la ha aquirido y que pretende desprenderse de ella o cambiarla por otra cosa, es el esfuerzo y la fatiga que se puede ahorrar y que puede imponer sobre otras personas. Aquello que se compra con dinero o con bienes se compra con trabajo, tanto como lo que compramos con el esfuerzo de nuestro proprio cuerpo."

Adam Smith, La riqueza de las naciones
Edição Alianza Editorial (Madrid, Espanha), 2011
Tradução e estudo preliminar: Carlos Rodriguez Braun, 1994

domingo, 5 de maio de 2013

Dez Discos da minha vida (6º)


Placebo - Black Market Music (2000)


Na entrada do novo milénio os Placebo quase soaram proféticos com o titulo deste álbum, como que anunciando os novos caminhos da música, mas o que interessa mesmo é que nos deram um dos melhores discos deste inicio de Séc. XXI.

Ouvir:

sábado, 4 de maio de 2013

Sobre dietas temporárias e o pão que não nos deixam ganhar

Talvez já não devesse, talvez seja ingenuidade, mas há coisas que ainda me espantam na cena Lusitana que atravessamos...
Estamos falidos, é ponto assente e vai daí cortes e mais cortes é o remédio desta gente para a cura. Cortes sempre iguais e sobre os mesmos. Desde a tanga de Barroso que andamos nisto e sem economia que mexa. Como é possível estarmos estagnados há mais de uma década e esta gente não facilitar, não desregular furiosamente, toda e qualquer actividade que ajude o zé povinho a ter pão para a boca? A coisa está muito bem explicada aqui pelo Pedro Santos Guerreiro e é leitura obrigatória:

"Não é só a factura obrigatória. É o IVA a 23%, que ou aumentou os preços (afastando a procura) ou reduziu a margem (diminuindo a rendibilidade). São os sistemas de facturação novos, que implicam aquisições de equipamento. É a ligação obrigatória à Internet. É a nova lei do arrendamento comercial. É o novo regime de bens em circulação, que exige uma papelada infernal. Os tempos do comerciante de lápis na orelha nem para nostalgia dão: o Estado passou a coleccionar-lhes as orelhas."

Quase aposto que até aturávamos melhor os cortes de Gaspar se pelo menos nos deixassem trabalhar e se o fruto do nosso trabalho apenas dependesse do esforço de cada um e não da tesoura cega do Estado.
Não venham com as tangas das mudanças estruturais porque é conversa para boi dormir, isto é apenas uma banda gástrica, para comer menos, porque daqui a dois anos bastam seis meses de desvario socialista para a engorda recomeçar, pois o esqueleto está todo lá. E tudo isto vem do governo mais liberal que Portugal já teve (a sério, não é para rir)...
É verdade que algumas - poucas - medidas importantes foram tomadas, mas, ou muito me engano ou, foram feitas apenas na esperança de acalmar os ânimos da troika para que esta saia de cena o quanto antes e recomece o regabofe.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Alentejo



No intervalo da azáfama que é procurar nova residência em Luanda ainda deu para umas férias em casa, no meu Alentejo como não podia deixar de ser.
Deixo duas imagens de Castelo de Vide, uma das mais bonitas vilas do país pela sua paisagem de cortar a respiração.

sábado, 16 de março de 2013

10 Discos da minha vida (7º)


Suede - Dog Man Star (1994)

Enquanto o grunge definhava e o brit-pop avançava nascia um dos álbuns mais negro, denso e ao mesmo tempo belo das terras de sua majestade.
Ambicioso, megalómano e épico é ainda hoje um dos discos mais incompreendidos da pop britânica, talvez por estar muito à frente do seu tempo. É como o vinho, quanto mais velho melhor.

Ouvir:

Falta de tempo

Não desisti da blogosfera, mas outras obrigações neste momento não permitem escrever e comentar com a frequência que gostaria.
Quando a "coisa" acalmar esta casa retomará a actividade habitual.

sábado, 9 de março de 2013

10 Discos da minha vida (8º)


The Best of James (1998)

Ok é uma colectânea e não um disco de originais, o que talvez prove que os James são uma banda de singles e não de discos, mas que esta é uma excelente colectânea ninguém duvidará. Pena que depois disto nunca mais nos tenham brindado com grandes canções como as aqui presentes.

Ouvir:

sexta-feira, 8 de março de 2013

De continente perdido a farol da esperança?


"Celebrations are in order on the poorest continent. Never in the half-century since it won independence from the colonial powers has Africa been in such good shape. Its economy is flourishing. (...)
Consumer spending will almost double in the next ten years; the number of countries with average incomes above $1,000 per person a year will grow from less than half of Africa’s 55 states to three-quarters. (...)
Their people could easily have better lives; abundant capital and technology offer big opportunities. The infrastructure is improving—only 5% of the 15,800 miles travelled for our special report was on unpaved roads—but the power grid is a disaster. On the whole, government officials should focus less on building things than getting out of the way. Useless regulations have created bottlenecks. East Africa’s main port in Mombasa is gummed up and land borders across the continent hold back lorries for days. Restrictions on employing migrants and on land ownership prevent businesses from expanding. Bureaucrats and customs officers inflate the cost of getting anything done. Shipping a car from China to Tanzania costs $4,000, but getting it from there to nearby Uganda can cost another $5,000."

Quando África merece estas palavras de uma publicação como a The Economist está mesmo de parabéns, apesar do artigo chegar um pouco tarde ao que acontece pelo continente há já  um bom par de anos. Mais vale tarde que nunca...
Se os líderes africanos continuarem no bom caminho e aprenderem com os erros do hemisfério norte todos teremos motivos para sorrir. Assim seja.

Imagem e artigo completo aqui.