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terça-feira, 26 de agosto de 2014

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Novas da República Socialista Portuguesa

Só o título já dá arrepios: "Taxa sobre sobre telemóveis e tablets avança para garantir direitos de autor."

"A nossa estimativa é que as receitas [provenientes desta taxa] variem entre os 15 e 20 milhões de euros, e está prevista uma distribuição dos montantes" pelas entidades gestoras dos direitos de autor, disse Jorge Barreto Xavier, secretário de Estado da Cultura.

Ler notícia aqui.

Parece notícia da extinta União Soviética, mas não, é mesmo o esplendoroso socialismo "equitativo" luso.

Passo a passo, tranquilamente, lá vamos trilhando o caminho para a servidão.
Depois queixem-se e digam que não foram avisados.

sábado, 26 de julho de 2014

Uma tragédia elvense

A recente telenovela na Câmara Municipal de Elvas será, até agora, o ponto alto de uma tragédia que (des)governa Elvas há duas décadas.
Estava à vista de todos que Rondão Almeida, personagem egocêntrica até mais não (basta ver a quantidade de placas com o nome do sujeito), não abdicaria do poder que exerce há vinte anos, a dúvida de todos era se Nuno Mocinha seria apenas um testa de ferro, uma mera marioneta para ocupar uma cadeira. A resposta foi contundente e clara: "Não fui eleito para presidente de fechada". E a meu ver uma excelente e necessária resposta. Chega de Rondão Almeida. Basta.

Há muito se vê que Rondão não dá mais, aquilo é e será sempre o mesmo: betão, festas e festarolas, betão, excursões e almoçaradas para idosos, betão e porcos no espeto para inaugurar cada passeio ou nova rotunda, sempre com a sua brigada do reumático atrás a bater palmas e fazer vénias ao novel comendador. Tudo isto pago com nossos impostos, à taxa máxima, como não podia deixar de ser.

Durante duas décadas esta política secou a economia privada, castrou a iniciativa, vergou os interesses à política e limitou as liberdades individuais. Uma Câmara rica, uma cidade pobre e miserável. Um quinto dos seus cidadãos está no desemprego, um terço vive de apoios sociais, o rendimento per capita é o mais baixo das cidades alentejanas.
Por tudo disto devíamos perguntar: como é possível o sujeito ainda merecer votos? A resposta, contudo, é fácil e dolorosa, basta atentar que foram políticas dirigidas à maior fatia da população: os idosos. No entanto outra pergunta intriga: como podem bater palmas a políticas que expulsam os seus filhos e netos em busca de melhor sorte?! Infelizmente, numa cidade com um tecido socio-económico frágil e de parcos recursos, haverá sempre quem se sujeite a trabalhar por uma migalha. É o socialismo em todo o seu esplendor. A miséria como forma de submissão.

Por isso o tempo urge para mudanças fulcrais na política elvense. É tempo de começarmos a pensar como vamos pagar no futuro a manutenção de tanta infraestrutura, de analisar o retorno de tanto investimento, de tanta obra de utilidade mais que duvidosa para a cidade. Com uma economia anquilosada e esclerosa é impossível garantir a sustentabilidade de Elvas. A CME não pode continuar a ser a maior entidade empregadora do concelho. Já chega de termos toda uma cidade de mão estendida à caridade da Câmara e ao ego de Rondão Almeida.

Por tudo isto espero que Nuno Mocinha termine o que iniciou, mostre como é diferente e nos livre desta tragédia anunciada.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

O auto-plágio ou génio incompreendido do Quesado

Bem me parecia que havia algo de errado neste texto de Francisco Jaime Quesado; era muito palavreado e pouco sumo.
Quem topou mesmo a figura foi o José da Porta da Loja, quando em 2012 leu uma crónica no i que era praticamente um copy-paste de uma outra publicada no Público em 2010. Em 2014 repete o sermão desta feita no Diário Económico. É obra! Das duas uma: o Sr. Quesado é um génio incompreendido que acredita piamente nas suas palavras e vai de nos metralhar com a mesma cassete, ou não sabe mais e toca de se auto-plagiar.
Este senhor andou por uma CCDR, faz parte de um grupo para a inovação e não sei mais o quê e parece que é um dos elegíveis para o IAPMEI. Sem mais comentários...

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Uma verdade (in)conveniente

"Por isso é necessário esclarecer que não, a via seguida por Gaspar – e apoiada por Passos Coelho – não era a única via possível. Não, não estamos condenados a uma carga fiscal imoral e crescente; simplesmente temos tido governantes que não sabem fazer outra coisa se não inventar despesa e aumentar impostos. Não, não houve e nem sequer foi tentada qualquer reforma do estado que permitisse diminuir despesa de forma estrutural. Apenas se encolheu (e em alguns lados) o bolo disponível, deixando a estrutura montada para que volte a crescer em futuros tempos de vacas gordas."

Por Maria João Marques via Insurgente.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Vira o disco e toca o mesmo...

Julgava eu que depois de três falências, passadas durante quarenta anos com uma pseudo-liberdade sujeita às vontades dos nossos governantes, tivéssemos aprendido algumas lições e Portugal viesse a ser aquilo que os Portugueses dele fizessem com as suas escolhas individuais. Julgava eu que tivesse chegado a hora de cada um contribuir com o seu grãozinho de areia para um país melhor.
Mas não. Abro o Diário Económico e dou de caras com um artigo de opinião, de um Sr. Francisco Jaime Quesado, apregoando a boa nova de um "Portugal Industrial"

"Falta em Portugal um sentido de entendimento colectivo de que a aposta nos factores dinâmicos de competitividade, numa lógica territorialmente equilibrada e com opções estratégicas claramente assumidas é o único caminho possível para o futuro."

O que é isto significa? Nada. Zero. Apenas que o país continua pejado de burócratas que nos querem impor a sua ideia para o país. Julgava eu que fartos de entendimentos colectivos andávamos nós. Para quando entendimentos individuais? Quando é que o entendimento individual dos portugueses se irá sobrepor ao entendimento colectivo de um burócrata qualquer? Há séculos que andamos nisto! Já foi a agricultura, depois os serviços, agora é a vez da Industria.
Quando é que deixaremos de ter iluminados com planos para o país e deixamos que este seja aquilo que nós dele fizermos em plena liberdade de escolha? Portugal jamais progredirá enquanto não for aquilo que cada Português dele faça, com aquilo que cada um de nós dele e para ele deseja.
Uma vez toda a gente erra, duas tem desculpa, mas há terceira é já incompetência ou burrice. Deus nos salve de uma quarta...

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Ainda sobre as praxes

Como liberal, que tem a dignidade da pessoa humana como valor supremo, sou totalmente contra.
São uma idiotice pegada, sem sentido algum, completamente retrógradas e ridículas. Vou ainda mais longe: são elas uma das maiores causas para a falta de espinha dorsal do povo português. Como é possível pessoas adultas, no auge das suas capacidades intelectuais, sujeitarem-se a tamanhas figuras tristes, ao ridículo, a humilhações físicas e psicológicas, apenas pela vã promessa de pertencerem um dia a uma casta superior na hierarquia social? São tradição, são divertidas e tal... Não me venham com merdas, pois há formas mais civilizadas de receber um caloiro na universidade! Mas pior, mesmo, não é haver quem as pratique, mas quem a elas se sujeita.
E assim temos o povo português, guiado por tais elites, sujeito pela vida adiante a paulada atrás de paulada, sacrifício atrás de sacrifício, pela vã promessa de um dia pertencer a um grupo superior.

sábado, 23 de novembro de 2013

Austeridade à la socialista

Quando a nossa sorte não deriva de escolhas próprias cujas consequências sejam da nossa responsabilidade, mas de decisões dos outros que nos são impostas sabemos (ou pelo menos devíamos saber) a quem devemos dirigir as reclamações pela nossa condição. Da mesma forma podemos igualmente influenciar a nosso favor quem detém o poder de decidir. No fundo é isto o socialismo. O poder centralizado nas mãos de uns quantos que decidem sobre todos os outros. Os outros, ou seja nós, resta tentar influenciar a nosso favor. Todos querem o seu quinhão e ninguém cede uma fatia do seu queijo.
Temos assim porque a austeridade em Portugal é aplicada de forma atabalhoada, sem nexo, insensata, mas de forma selecta. Há quem lhe chame excepções. Algo no qual o governo mais liberal de sempre é bastante profícuo. Ao contrário do que muita gente diz não temos uma austeridade estúpida porque afecta maioritariamente os mais fracos (também mas não só), mas sim porque é vergonhosamente selecta nos seus alvos. E isto num país que faz da igualdade uma bandeira, num país cuja maior preocupação da Constituição é meter-se em todos os detalhes da vida dos seus cidadãos a bem da igualdade. Isto é socialismo no seu esplendor, não é o liberalismo do qual acusam o nosso governo que de liberal tem muito pouco. Acordem enquanto é tempo.
Daí que a minha preocupação maior seja por muita gente pensar que um tipo como António José Seguro e os seus amigos do PS acabem com a austeridade e façam chover dinheiro sobre os pobres tirado aos mais ricos. Mais depressa os porcos ganham asas.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Prognóstico depois do jogo das autárquicas em Elvas (ou o que esperar no futuro da cidade?)

Já com algum atraso, causado pela falta de tempo, mas não posso deixar de deitar cá para fora algumas considerações sobre os resultados das autárquicas em Elvas e o que esperar no futuro.

O CDS e mais concretamente o seu líder local, Tiago Abreu, estão de parabéns, pela eleição de um vereador. Compreenderam perfeitamente como tinham de fazer campanha e o resultado aí está, relegando o PSD para um sofrível 3º lugar. Ainda é pouco, é certo, mas “Roma e Pavia não se fizeram num dia”. Espera-se uma oposição à altura.

Quanto ao vencedor, Nuno Mocinha do PS, confesso que tenho algumas poucas expectativas que faça algo diferente do desastre de duas décadas de Rondão Almeida; só de ler o slogan da campanha – Continuar Elvas – tinha arrepios… Mas espero para ver, afinal Nuno Mocinha aparenta ter melhor sensibilidade económica que o antecessor (é verdade que pior é difícil), pelo que talvez tenhamos uma outra abordagem ao desenvolvimento económico do concelho.

Já aqui tinha discorrido sobre o mais que previsível desaire do PSD, sendo que é hora, de uma vez por todas, daquela gente colocar a mão na consciência e deixar de brincar com coisas sérias: ou se constitui uma verdadeira alternativa ao desastre socialista que a cidade tem vivido, ou se é apenas para fazer figura mais vale estarem quietos. Uma vergonha inqualificável! Elvas merece um PSD à altura.

sábado, 26 de outubro de 2013

A inconstitucionalidade da crise

A grande conclusão a tirar da crise que o país atravessa é que é inconstitucional Portugal estar em crise.
Trabalho, liberdade e sobretudo dinheiro, são coisas de somenos importância, pois desde que estejam escritas são coisas adquiridas e ponto final. Se está na Constituição temos direito à coisa e mais nada, o governo que se desenrasque mas tem que nos dar o que está no papel. Pelo menos a discussão está aí e pode ser que finalmente o povo comece a ver a dura realidade de ter um texto a reger os destinos do país no qual promete mundos e fundos, mas não assegura como se conseguem tantos direitos e garantias e que, por outro lado, apenas garante aumentos de dívidas e impostos. Atirar o país para a falência não é inconstitucional; somos peritos, tanto que já o fizemos três vezes em três décadas.
No meio do fumo que a casa em chamas está a largar esquecemos o essencial: a Constituição jamais devia dar por adquirido aquilo que deve ser conquistado, que deve ser merecido, mas sobretudo, o que custe dinheiro, pois pelo Estado o que é dado a alguém é tirado e a única forma de garantir isto é assegurando as liberdades individuais e limitando os abusos de poder. Sem deveres não há direitos. O respeito por estes princípios elementares é quanto bastaria a Portugal para sair do atoleiro em que está metido.

Leitura recomendada, no Insurgente, sobre a "implosão constitucionalíssima" que se avizinha: aqui, aqui e aqui.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Perguntar não ofende

Como é possível num país que declara 3 falências em 35 anos serem os políticos que o governaram desde então a ocuparem todo o espaço mediático?

Diz-se que a definição de loucura é repetir o mesmo comportamento e esperar resultado diferente, logo...

sábado, 19 de outubro de 2013

Um desígnio nacional

Parece que finalmente temos um bom orçamento de Estado, só é pena chegar tarde; esperemos que não tarde de mais.
Para não variar começou igualmente a berraria de todos aqueles que vivem dependentes desse mesmo orçamento. O povo, como é óbvio, não é excepção, sofre na pele mais que ninguém as agruras de um Estado glutão, omnipresente e com rédea solta no que a si próprio diz respeito. Os "mimos" para com o Governo e políticos no geral, sucedem-se. Parasitas, chulos ou ladrões são as etiquetas mais ouvidas pela prole. Por isso não se percebe como é que o povo vê nos políticos uma cambada de parasitas, mas bate palmas a cada inauguração de uma rotunda lá na aldeia, ao mesmo tempo que pede mais Estado, mais intervenção e mais poder para os políticos. Não podemos querer chuva na eira e sol no nabal. Não podemos continuar a exigir cortes, desde que estes não nos atinjam.
Portanto se os portugueses tanto se queixam dos seus políticos, é mais do que hora de exigir a redução desta classe que tantos dissabores nos tem causado, e isto implica como é óbvio a redução do Estado e consequente limitação dos poderes central e local. É hora de percebermos, de uma vez por todas, que dos políticos só virão défices, despesa e dívidas, jamais tal classe dará seja o que for, pois o que é dado a alguém é tirado. A classe política e sua trupe de burocratas não produz coisa alguma, jamais produzirá, pelo que a sua função não é mais que assegurar a liberdade e segurança para que outros produzam; são meros servidores dos privados, mas nos tempos que correm a posição inverteu-se e somos nós privados que trabalhamos cada vez mais para alimentar uma classe que se empenha cada vez mais e melhor (chegando nalguns casos a roçar a malvadez e sadismo) em não ter quem a sustente.
Uma das mais importantes reformas devia ser a reorganização do mapa autárquico, era um excelente ponto de partida para eliminar muita da classe e poder político que só entravam o país. Precisamos mesmo de tantas autarquias? Acreditam mesmo que seria o apocalipse acabar com câmaras municipais em locais por trás do sol posto, onde só pululam ditadores em miniatura empenhados em infernizar a vida a quem não é da sua cor política, pois de outra forma não seriam gente?! Só mesmo por pura demagogia e cegueira política se pode dizer que o povo debandava com o encerramento da Câmara lá do sítio. Muita da nossa falta de liberdade e atraso económico passa por aqui, pelo que este assunto devia ser um desígnio nacional.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Alguém viu o PSD Elvense? (2)

Estava para escrever um post grande e maçudo sobre a desilusão que é para mim a candidatura do PSD de Elvas às próximas autárquicas, mas não o vou fazer, não vale a pena divagar pelo que serei conciso.
Sempre fui e continuo a ser laranja, mas a minha costela liberal leva-me muitas vezes a discordar de muitas das ideias que por aí andam dos sociais democratas e esta candidatura é uma delas.

Em primeiro lugar porque julgo que o PSD não se deve prestar a este tipo de coligações; é um partido que pela sua história e dimensão não devia precisar destas muletas locais; se as necessita, mesmo com o desastre que tem sido a governação socialista elvense, algo vai muito mal.

Em segundo lugar, mas mais importante, porque lendo o compromisso eleitoral vemos como as intenções desta coligação em nada diferem do desastre socialista com duas décadas: muita "criação", muito gabinete, muita coordenação e gestão, muito programa e iniciativa, mais obra e cimento, muitos apoios e incentivos, etc... Ou seja: despesa e mais despesa, o mesmo controlo de tudo e todos, o mesmo desprezo pela iniciativa privada e sua substituição pela coisa pública.
Para provar tudo isto veja-se como o compromisso tem quarenta páginas, apenas sete versam a economia e destas só dois parágrafos são dedicados à política fiscal do concelho. Está tudo dito...

terça-feira, 23 de julho de 2013

O (In)seguro

 
Imagem via ionline
 
"O que fez Cavaco? Arranjou uma catraca para dar a mão ao oco. Deu-lhe a oportunidade de passar a ser importante nas negociações com a troica, de fiscalizar, via acordo, o comportamento do governo e de juntar argumentos para o vir a substituir. Ainda por cima, dizendo-lhe que se preparasse porque ia ter a sua oportunidade dentro de um ano e não de dois. Querem mais? É difícil.
O que aconteceu? O oco ou não percebeu patavina ou teve medo. Perante a ululante corte socrélfia, perante os dislates dos cadáveres adiados – Soares, Sampaio, Alegre, por exemplo - perante os sinistros ataquinhos do Costa, perante a habitual protecção dos media e de todo este género de gente, o oco apanhou um cagaço de tal ordem que borregou. Acobardou-se.
É evidente que, se tivesse aproveitado a oportunidade de ouro que o PR lhe oferecera, teria chegado a um acordo qualquer, mas a alcateia não perdoava. Houve até um tipo que disse que o PS se partiria em dois! Se calhar, o oco acreditou na ameaça. Não percebeu que, da alcateia, poucos haveria que abandonassem o barco, única via de ter esperança de voltar a ser gente. Não percebeu que a moderação que mostrasse lhe iria grangear uma multidão de votos na área do PSD. Não percebeu nada."
 
Ide ler o texto completo de António Borges de Carvalho no Irritado.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Brincalhões...

Afinal contrariamente ao que escrevi no passado 3 de Julho não somos ingovernáveis.
Somos apenas brincalhões. Gostamos de brincar com coisas sérias, pronto.

Podia ser pior. Podia ser mesmo a sério.
Ser Português deve ter algo a ver com isto.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

sábado, 6 de julho de 2013

A antecipada parvoíce de uma crise vista ao longe

Estamos a dar um triste espectáculo, sem rodeios e preto no branco é aquilo que vê quem está de fora.
Vítor Gaspar que era tão bom, tão competente, tão recto, a pessoa ideal para o leme em mar tempestuoso, afinal não aguentou a contestação do zé povinho. Simplesmente porque, como eu sempre defendi, era alguém que estava completamente desligado do país real, vivia de e para números, ou seja nas nuvens. A seguir o que faz o parceiro de coligação? Uma birra, pois bem. Excelso sentido de Estado, responsabilidade e comprometimento com a nação. Sem dúvida tudo aquilo que o CDS sempre defendeu... Ah não gostou da escolha? Azar. Discuta, proponha outra, faça o que entender (não tem uma reforma do Estado para apresentar?), agora bater com a porta com todas as mais que conhecidas consequências é andar a brincar e gozar com quem lhe paga o salário. Como se diz na minha terra mostrou o cuzinho todo, que é como quem diz a face: o poder pelo poder. Vai daí os tão famigerados mercados, tão odiosos e malvados, lá mostraram a verdadeira face desta palhaçada toda: que não governamos, nem nos deixamos governar, mas, mais importante ainda, que continuamos falidos, algo que parece escapar a uma grande falange dos nativos da Lusitânia.
Entretanto o circo continua, com a esquerda radical a masturbar-se com a crise despoletada e os socialistas a salivarem com o vislumbre da cadeira do poder. Há ainda por aí umas criaturas iluminados que pedem eleições antecipadas. Em Portugal gosta-se muito de pedir eleições antecipadas. Aliás gostamos muito de antecipar seja o que for, basta ver a quantidade de criaturas-fazedoras-de-opinião que pululam pelos nossos media, como puro lixo tóxico, antecipando tudo e mais alguma coisa excepto a nossa tremenda incompetência para governar, enfim... O governo mexe no meu queijo? Eleições antecipadas! Há uma crise política? Eleições antecipadas! Eu muito me engano ou está mesmo tudo doido ou o calor está a dar cabo da tola a muita gente. A ver se nos entendemos: houve eleições há dois anos atrás, foram escolhidos os partidos para nos governar durante quatro anos. Falar em eleições novamente é uma total idiotice e uma tremenda infantilidade. É que não há outro adjectivo. Bonito seria sempre que um governo toma uma medida impopular (ui tantas que ainda há para tomar!) ou a qualquer crise política houvessem eleições. Mas esse tipo de gente não tem nada na cabeça?! Ou foram demasiado mimados na infância e os papás faziam-lhes as vontadinhas todas não antecipando a idade adulta?!
Menos mal que no meio disto tudo há um PM com algum bom senso. Não está isento de falhas e erros, que os tem como qualquer ser humano (é impossível agradar a gregos e troianos), mas tem aquilo a que se exige a um líder em momentos difíceis: calmo, sóbrio e tranquilo. Algo que escasseia há muito pelas nossas elites. Portanto vamos mas é manter a calma, olhar em frente e continuar a trabalhar, pois por muito que nos custe ainda não há pão para malucos.

Publicado também aqui.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

I-N-G-O-V-E-R-N-Á-V-E-L

Agora, venha o diabo e escolha: 2º resgate, bancarrota ou sairmos do Euro.

Depois, é agradecer ao inqualificável Paulo Portas e aguardar por um futuro (in)Seguro.

Agarrem-se porque o estrondo vai ser titânico...