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sábado, 13 de setembro de 2014

Coisinhas boas do Alentejo: o regresso do Tomba Lobos


A melhor notícia gastronómica para o Alentejo aconteceu neste Verão: o melhor restaurante da região - o Tomba Lobos - reabriu. Depois de encerrado em finais de 2012 em boa hora o Chef José Júlio Vintém decidiu, depois de uma breve estadia no Brasil, regressar à terra natal e reabrir o Tomba Lobos. E que reabertura...
É um regresso, literalmente, às origens, pois deixa o anterior espaço no centro de Portalegre para voltar à casa original na Pedra Basta, em plena encosta da Serra de S. Mamede. Pessoalmente gostava mais do espaço anterior, mais moderno, um tanto ou quanto cosmopolita, quiçá até em demasia para o Alentejo, mas, enfim, gostos são gostos e o novo espaço é mais rústico, e acorde com a região, mas não sem bom gosto. Mas o que importa o espaço quando a cozinha e o talento do Chef estão ainda melhores? Era difícil melhorar o que já era excelente, mas José Júlio conseguiu e a sua cozinha está simplesmente soberba; é tradição Alentejana pura e dura, mas sempre com um toque pessoal único, chegando por vezes a dar-se ao luxo de "desconstruir" certos pratos à sua essência. Prove-se o soberbo focinho de porco no forno (há pouco tempo atrás teriam que me pagar para comer isto!) ou as genialmente simples pétalas de toucinho, para perceber onde quero chegar. Há espaço para a perdiz, a fraca, o pato, o porco preto, a vitela maturada e até o achigã; aqui a matéria prima é rainha, os petiscos alentejanos mandam na carta e o talento do Chef trata do resto. E os vinhos, como não podia deixar de ser, acompanham, com uma carta recheada de qualidade, mas ainda assim a necessitar de um pouco mais de variedade; nas minhas duas visitas "marchou" o excelente Terras d'Alter Reserva Tinto 2011.
O Tomba Lobos evoluiu de forma surpreendente e conseguiu o impensável, melhorou o que era quase perfeito, subindo um degrau na excelência da gastronomia Alentejana. O Lobo está em grande e continua o melhor.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

O regresso à boa mesa

Regressar de Angola é, além de muitas outras coisas fantásticas, regressar à boa mesa como só o nosso país tem.
Para dar as boas vindas a Lisboa decidimos conhecer o Assinatura, que há muito fazia parte da nossa wishlist, mas infelizmente nunca se tinha proporcionado. E valeu bem a pena. Espaço moderno, simples e elegante, atendimento cordial e simpático e uma cozinha tradicional com pinceladas de modernismo. Quanto a vinhos é simplesmente correcto, já que pode melhorar imenso a oferta, a qual prima pela qualidade, mas não pela diversidade.

Perto de casa também foi tempo de matar saudades de nuestros hermanos. O Crisol continua a fazer as melhores tapas de Badajoz e arredores; eles chamam-lhe tapas, mas a qualidade, a dedicação e a apresentação que a equipa coloca no que faz é digno de um restaurante de topo.
O El Sigar continua a ser uma aposta segura para quem quer conhecer uma cozinha de autor com imensa qualidade. Tem umas entradas fantásticas onde a originalidade é rainha e a partir daí é seguir em frente pois tudo vale a pena. A carta de vinhos é generosa com muitas e excelentes ofertas para quem quer conhecer o que melhor se bebe na estremadura espanhola.
Mas o trono continua a ser ocupado pelo Galáxia. Aqui tratam-se as carnes como em mais lugar nenhum. Ponto final. Não há cozinha de autor ou sequer originalidade, mas  a qualidade da matéria prima roça a perfeição. Aqui come-se soberbamente bem. E os vinhos acompanham, com qualidade e variedade, onde também cabem alguns dos nossos exemplares.

Já no Alentejo foi tempo de rumar a casa, mais concretamente ao Pompílio, na aldeia de São Vicente, em Elvas. Actualmente não receio dizer que é o melhor da cozinha alentejana. Desde os pratos tradicionais, à caça (que é rainha e senhora da ementa), aos vinhos (com uma imensa variedade de Alentejanos), ao espaço e atendimento da equipa, tudo aqui vale a visita.
Mas o melhor foi mesmo na Cadeia Quinhentista em Estremoz, onde um simples lanche que começou às 19.00h se prolongou noite fora num magnífico jantar até bem para lá da meia noite. Já não íamos há algum tempo pelo que foi com agrado que fomos recebidos, o que proporcionou muita coisa boa na mesa e no copo. Sem duvida para repetir e recomendar!

É caso para dizer que sabe bem regressar a casa...


domingo, 12 de maio de 2013

Crónica gastronómica das últimas férias


Gastronómicamente "órfão" desde o encerramento do Tomba Lobos, em Dezembro último, tem sido difícil para este comensal encontrar onde se refugiar e reconfortar a barriga com verdadeiro prazer. Fiquei sem um restaurante preferido, por assim dizer.
Sendo filho de uma terra pródiga em templos gastronómicos é verdade que não faltam locais onde ceder à tentação, como a Cadeia Quinhentista ou A Bolota, mas ali morava algo mais que um simples restaurante, pelo que vai daí e toca de me atrever a descobrir o que se faz no outro lado da fronteira. Em boa hora o fiz e a primeira experiência foi algo do outro mundo, mas ainda não seria ali que encontraria algo como um substituto do "lobo", esse foi descoberto nas ultimas férias e dá pelo nome de Crisol.
Tem tudo o que tinha o "lobo", o estilo moderno, a simpatia e profissionalismo de quem nos recebe e uma cozinha de outro mundo... Estão lá os genes da gastronomia da extremadura espanhola, mas um forte toque pessoal com inspiração de outras paragens e uma criatividade ímpar fazem da refeição uma experiência fantástica. Além disso tem aquela característica tão espanhola de podemos tomar uma refeição propriamente dita ou apenas petiscar as célebres "tapas", sendo que estas não são mais que doses mais pequenas dos pratos principais (tais como Teriaki de Atum ou Carpaccio de Veado e Foie, só para citar dois dos meus preferidos). Um verdadeiro luxo e a preços incrivelmente acessíveis. Em duas semanas de férias fui duas vezes e a próxima visita está certamente já agendada.
Que me perdoem os meus conterrâneos que têm excelentes restaurantes, mas nem só de tradição pode viver a nossa gastronomia, pelo que um pouco mais criatividade nunca fez, nem fará, mal a ninguém.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

O Aldebaran ou como redescobri a cozinha espanhola

Aprecio imenso a cultura espanhola, no entanto sempre andei um pouco de pé atrás no que respeita à sua gastronomia, a qual considerava uns bons furos abaixo da nossa. Fruto talvez de demasiadas experiências nas vulgares taperías (casas de tapas, que não são mais que as nossas tabernas) onde abundam os fritos e as comidas fortes e poucas visitas a restaurantes propriamente ditos.
No entanto desde que começou a moda da marca de pneus distribuir estrelas que nuestros hermanos nos dão uma banhada, pelo menos na quantidade das ditas, e assim, mediaticamente, estes têm conseguido criar uma imagem geral muito superior à nossa. Ainda assim continuava desconfiado, pelo menos no caso particular da cozinha pacence, pois com nomes do nosso lado como A Bolota ou a Herdade da Malhadinha Nova é difícil imaginar melhor. Mas pronto, lá segui o rebanho das estrelas e decidi experimentar algo que mostrasse que eu estava errado.
Por sorte em Badajoz há um restaurante que já foi bafejado pela estrela, perdeu-a em 2008 mas que ainda assim mantêm o status: Aldebaran, de seu nome. A coisa é chefiada por Fernando Barcénas (discípulo do Arzak, um dos grandes nomes da cozinha espanhola e especialista em coleccionar estrelas), que decidiu fixar-se há 22 anos em Badajoz com um projecto pessoal. Para quem estiver familiarizado com a alta cozinha alentejana aviso desde já que entrar neste local é entrar noutro mundo, um campeonato à parte. Desde a recepção à decoração, tudo é de um extremo bom gosto. Não é fácil encontrar pelas redondezas um local onde o Chef nos receba, ajude com o menu e nos acompanhe à saída.  Aqui não existem pratos experimentais tão na moda da cozinha moderna das estrelas, mas tão só uma cozinha de autor que utiliza os melhores ingredientes da região, numa reinvenção da tradição extremeña, pelo que não há muita diferença para com os ingredientes do Alentejo (afinal estamos paredes meias), mas sim um toque criativo e pessoal, sem perder o bom gosto da simplicidade e da tradição. O que distingue este local é que é único e diferente; não se descreve, experimenta-se. Tudo ali foi perfeito, ou quase, e rendi-me definitivamente à cozinha de nuestros hermanos, mostrando como o preconceito me tinha prejudicado até ali. Só num ponto as minha ideias anteriores se mantiveram: o vinho. Sem sombra de dúvidas que continua a ser o calcanhar de Aquiles dos nossos vizinhos, pois mesmo ali ao lado, no nosso Alentejo, produzem-se verdadeiras obras de arte de nível mundial.
No final a conta pagou de sobremaneira tanta qualidade e a diferença é enorme quando comparamos com restaurantes deste nível no nosso país. Aqui percebemos que o Aldebaran não é apenas um negócio, mas uma forma diferente de entender a gastronomia e isto faz toda a diferença, é aqui que realmente estamos longe dos nossos vizinhos. Na pequena conversa que tive com Fernando Barcenas, à saída do restaurante, ficou patente que o Aldebaran não quer ser mais um entre muitos a concorrer entre si, cabem todos, mas desde que cada um seja único naquilo que oferece. Depois disto cabe-me descobrir os outros locais que Badajoz oferece numa linha semelhante e que são muitos.
Mas apesar disto não me mal interpretem, pois continuo a considerar a cozinha Alentejana a melhor do mundo e arredores, só é pena que ainda não tenha tido a oportunidade de mostrar ao mundo todo o seu valor como já fizerem os nossos vizinhos, mas talvez porque ainda lhe falta um golpe de asa que a transporte para onde merece. Mas como bem sabem os alentejanos: devagar se vai ao longe.

domingo, 12 de agosto de 2012

Coisinhas boas do Alentejo: Tomba Lobos


Não vale a pena tentar encontrar adjectivos: é actualmente o melhor restaurante do Alentejo e arredores.
Há locais que nos marcam imediatamente à primeira e este foi um deles. Conheci-o nas férias de verão do ano passado e logo ficou agendada futura visita, se na altura foi surpreendente, desta vez a coisa foi simplesmente única e está mais que justificada a fama da criatividade de José Júlio Vintém, cuja diversidade dos menus justificam as visitas regulares, já que dificilmente encontrará os mesmos pratos. Só o reentrar lá já foi um prazer, pois é, certamente, um dos espaços mais elegantes do país, com linhas modernas e uma decoração sóbria que imediatamente nos agarra e de onde custa despedir-nos.
Se da primeira vez a fraca, o pato e os bicos de touro bravo estavam fabulosos, desta vez os nacos de vitela e uma açorda de lúcio estavam divinos, mas já a excelência tinha começado com as entradas, onde uma salada de beldroegas e um queijo de cabra gratinado com mel deram inicio às hostilidades. Tudo com o toque pessoal do chef a pedir demorada degustação apreciando cada segundo, pois como se diz no Alentejo "é o que levamos desta vida". A cozinha de autor, moderna e sofisticada, casa de forma perfeita com os melhores ingredientes da tradição alentejana, onde as ervas aromáticas e o azeite têm lugar de destaque. E tudo isto, como não podia deixar de ser, regado com os melhores nectares das terras alentejanas, cuja oferta é imensa. Na primeira visita o eleito foi um Esporão Reserva 2007, o que resultou num casamento perfeito, tendo desta vez a escolha recaído no Cartuxa 2007 ao que nos saiu o jackpot, pois qual não foi a nossa surpresa quando nos trouxeram um exemplar de 2006 que por lá andava esquecido. Simplesmente memorável.
É ainda um local relativamente desconhecido, só os conhecedores da boa mesa o conhecem, mas merece mais, muito mais que outros ditos gourmet que pululam pela imprensa, pela magnífica experiência que proporciona. A minha visita seguinte está já agendada para as próximas férias!

Para abrir o apetite podem visitar o site oficial ou a página no facebook.

domingo, 17 de junho de 2012

Coisinhas boas do Alentejo: Herdade da Malhadinha Nova


Se ontem revelei o meu vinho de eleição hoje recomendo vivamente conhecer onde é produzido: a Herdade da Malhadinha Nova, em Albernoa (Beja).
É um dos tesouros mais bem guardados do Alentejo e uma escolha turística de eleição. Ali não há meias medidas e tudo é feito com esmero e dedicação, o que só pode resultar em excelência. Em plena planície alentejana surge este pequeno oásis, onde nos podemos deleitar com fabulosos vinhos, visitar a adega e as vinhas, relaxar no Spa ou optar por diversas actividades como a pesca, passeios de moto quatro ou a cavalo, bem como desfrutar da fantástica cozinha do Restaurante Gourmet
E que restaurante! Em local algum, dos que já visitei, a cozinha tradicional alentejana casa de forma tão magnífica com a modernidade da cozinha de autor, onde os fabulosos vinhos da casa são o complemento perfeito. Aqui uma refeição é toda uma experiência sensorial, que merece ser apreciada devagar e com tranquilidade, como mandam os cânones alentejanos. A decoração é moderna e minimalista, mas sóbria e elegante, e as paredes da sala principal são de vidro, um detalhe delicioso que permite a vista para a horta e uma luminosidade fantástica. Todos os ingredientes vêm das terras da Herdade, o que é uma garantia de frescura e qualidade ímpar. Para termos uma ideia da coisa diga-se que Bruno Antunes, Chefe Residente, conta com o auxílio de Joachim Koerper, em cujo currículo figuram uma série de restaurantes com estrelas Michelin, o qual afirma sem rodeios que a cozinha alentejana é a melhor de Portugal e uma das melhores do mundo. Não é para qualquer um.
Se não é o local perfeito, para conhecer o melhor do Alentejo, andará lá perto.

sábado, 5 de maio de 2012

Ir à cidade e não ver as casas

É uma expressão típica que usamos no Alentejo (desconheço se utilizada noutras regiões), para descrever situações em que alguém tomou contacto com determinada realidade, mas nada reteve ou assimilou da mesma. Algo semelhante a "ir a Roma e não ver o Papa".
Ora foi isso precisamente que aconteceu ao Sr. David Lopes Ramos, do Público, quando visitou o Alentejo, mais precisamente a Taberna do Adro em Elvas.
A certa altura damos com esta pérola da sabedoria gastronómica:

"Durante muito tempo, havia pouco mais do que o Fialho, em Évora, que continua pujante na Travessa das Mascarenhas, 16, telefone 266703079; o Águias de Ouro, em Estremoz; ou o restaurante da primeira pousada portuguesa, a de Elvas."

Maior ignorância sobre o Alentejo é impossível e isto num jornal como Público é, no mínimo, vergonhoso.
O Fialho pujante? Só três restaurantes de qualidade? Este comensal anda a dormir. Ou então é daqueles que acham que a qualidade na boa mesa se resume ao Bica do Sapato e ao Tavares.
Caramba, até em Évora há bem melhor, como a Tasquinha D'Oliveira é excelente exemplo. E o Águias de Ouro em Estremoz? Então o que é feito do São Rosas e da Cadeia Quinhentista, esses dois verdadeiros templos de boa gastronomia? E já que fala de Elvas devia saber que A Bolota, esta sim, é o verdadeiro ex-libris da cozinha alentejana. Só aqui entre nós, que ninguém nos ouve: qualquer um destes que referi é melhor que O Fialho.
No final da crónica, depois dos elogios à cozinha alentejana, estraga tudo: bebeu vinho branco. Um Chardonnay de 2006 da Tapada de Coelheiros, boa escolha, sem dúvida, se a refeição fosse peixe ou marisco, coisas que por sinal não abundam na cozinha alentejana. Mas o preço que pagou por essa garrafa (35 Euros), tendo em conta a refeição, é, na minha opinião, dinheiro atirado ao lixo. Pelo mesmo preço provava um Malhadinha Tinto, ou abaixo, e também ele excelente, um Quinta do Carmo Tinto.
Enfim, acho giro esta malta da capital que vem ao Alentejo porque é chique e nem se preocupam em ver as casas, difundindo assim, num jornal nacional, uma imagem completamente errada do que é a região.

Nota: o artigo original do Público é de 2009, mas foi actualizado em 2012, o que é ainda mais grave pois mantêm a ignorância sobre a região, daí o teor do post.

domingo, 14 de agosto de 2011

A Bolota Tomba Lobos e São Rosas

Estes são, nem mais nem menos, os três magníficos da restauração no Alentejo.
Se em férias anteriores visitei O Fialho, em Évora, aquele que é conhecido, ainda, como o verdadeiro templo da gastronomia alentejana, nestas férias tive o prazer de confirmar que já não é assim. É um excelente restaurante, sem dúvida alguma, que preza o melhor da tradição alentejana, mas talvez tenha adormecido à custa da fama granjeada ao longo dos anos, ou por ser o mais mediático, não sei... Mas uma coisa é certa: há mais e melhor por onde escolher, o que para os apreciadores da boa mesa só pode ser bom.
A Bolota, na aldeia da Terrugem, concelho de Elvas, é, na minha opinião, o verdadeiro ex-libris do Alentejo, o melhor dos melhores, ao ponto de ser pecado visitar a região e não o conhecer. Aqui há tudo: a tradição, a inovação, o conforto, a elegância, a simpatia, o serviço, a comida, os doces, os vinhos, etc. Tudo, mas mesmo tudo, do melhor. É verdade que a qualidade tem um preço e a Bolota não é excepção, mas vale bem a pena e certamente ninguém sairá desiludido. Sempre que posso é um local ao qual regresso (ou não fosse na minha terra natal).
A pouca distância, em Estremoz, encontramos aquela que foi uma muito agradável confirmação: o Restaurante São Rosas. Situado junto à Pousada de Estremoz, deve o nome ao célebre milagre das rosas, local pequeno e discreto, mas extremamente elegante ao verdadeiro estilo alentejano, muito confortável e com um serviço irrepreensível de uma simpatia rara neste tipo de restaurantes de "gourmet". Aqui encontramos os melhores ingredientes da região e pratos típicos feitos da melhor forma tradicional que eu julgava perdida. A isso junte-se uma carta de vinhos fabulosa, com uma vasta oferta do melhor da terra, bem como alguns de outras regiões e países, para ninguém sair desiludido. O preço não é o da Bolota, mas também não é barato...
Para o fim deixei aquele que foi a melhor surpresa destas férias e ao qual regressarei com toda a certeza logo que possa: o Tomba Lobos, em Portalegre.
Uma palavra para o definir? Surpreendente. Aqui cabe a melhor tradição alentejana com a constante inovação e criatividade. Um espaço elegante e moderno serve de cenário à criatividade do Chefe Júlio Vintém, cuja ementa varia constantemente. É simplesmente incrível como a cozinha alentejana, tão dada a conservadorismos, atinge aqui um nível de qualidade e inovação tamanhos. Não se assuste com os nomes dos pratos (Bicos de touro bravo?!), arrisque, deleite-se e não perca a criteriosa oferta de vinhos alentejanos, onde só cabem os melhores. Para não fugir à regra o preço segue em linha com a fantástica experiência que é este local obrigatório.
Há muito e bom por onde escolher na excelente oferta gastronómica alentejana, mas como estes três é impossível, constituindo os melhores dos melhores.  Mereciam um só post cada um, mas como não há palavras suficientes para os descrever, nada como aproveitar as férias e rumar até eles, pois conhecendo-os pode dizer que conhece o melhor do Alentejo e arredores.