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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Nunca é tarde

"Erra aquele que não principia a aprender por supor que já é tarde" (Séneca)

Como sou dos que julgam que nunca é tarde, seja para o que for quanto mais para nos sentarmos novamente numa sala de aula, agora deu-me para voltar a estudar. Diz a minha cara metade, e não sem razão, que já o devia ter feito. Casmurrices de macho, que nestas coisas ela é muito mais à frente. Adiante.

E assim, pela noite adentro, depois de esmifrado durante o dia no escritório a levar mercadorias por esse mundo fora, das valentes das nossas empresas que continuam em busca de novos mundos, também eu procuro outros mundos de conhecimento pela voz de tão ilustres professores, que heroicamente combatem "joão pestana" com a luz do conhecimento e do saber.

Não estranhem por isso não vir aqui tão amiúde mandar postas de pescada, pois outras prioridades se alevantam, o tempo escasseia e a cabeça não dá para tudo. Mas se Deus quiser algo se há-de arranjar, nem que seja a espreitar as postas nos "tascos" dos outros.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Pensamento do dia

“Boa parte de nós gasta demasiado tempo com aquilo que é urgente e nunca tempo suficiente com aquilo que é importante"

Steven Covey

sábado, 12 de outubro de 2013

Choque de expectativas

A expectativa para escrever algo desvanece-se imediatamente ao constatar que tive um choque com a realidade: falta-me tempo e o mundo nos últimos dias anda assim a modos que para o surrealista.

A classe política então anda cada vez mais alucinada. Não sei o que andam a fumar mas deviam pôr mais tabaco na coisa...

E Portugal é cada vez mais um lugar estranho.

Isto não é bem um post. Nem sei bem o que é.
Quando tiver tempo talvez escreva algo de jeito; se é que algum dia escrevi algo de jeito. Até lá é chocar com a realidade. Ou com as expectativas.

domingo, 2 de setembro de 2012

O bota-baixismo e o nacional-desenrascanço

Há uns bons anos, trabalhava eu em Espanha, frequentei uma acção de formação no Porto, ministrada por um dos maiores importadores de automóveis e camiões do país, onde ouvi a história de um engenheiro sueco que tinha feito recentemente uma auditoria de rotina, para o fabricante, sobre os procedimentos do representante em Portugal, sendo que os resultados foram extremamente satisfatórios, tendo o referido auditor sentenciado que "colocassem vocês, Portugueses, no dia-a-dia a vossa extraordinária capacidade de improviso e de trabalho sob pressão e ninguém vos superaria como potência económica". O que o dito Eng. Sueco referiu não era senão o nosso tão famoso "desenrascanço", tão útil que nos tem sido em épocas de aperto.
Isto vem a propósito do post um pouco mais abaixo, onde desanco a falta de visão de alguns dos nossos patrões (por algo os chamo de patrões e não empresários). Ora esta característica de auto-crítica é também notável no povo português, sendo que ninguém fala tão bem mal dos portugueses como nós próprios; não precisamos que nos baixem a moral, se há coisa que somos auto-suficientes é nisto. E somos há muito e demasiado tempo. Se enquanto povo não sabemos valorizar aquilo que temos de bom e fazemos melhor que outros, que não é pouco, então estaremos irremediavelmente condenados ao fracasso. Também somos saudosistas como poucos, o que por vezes não ajuda lá muito. Continuamos agarrados às glórias do passado, as quais jamais devemos esquecer, mas a História escreve-se hoje para ser lida amanhã, é aquilo que fazemos hoje enquanto povo que irá ditar o que seremos amanhã enquanto nação.
Temos uma enorme capacidade de adaptação, uma assombrosa capacidade de sacrifício, uma arte sublime para o improviso a trabalhar em cima do joelho, pena é que só as usemos quando "temos os calos apertados". Como dizia o Eng. Sueco, do inicio do post, também eu acredito que se quisermos ninguém nos segura, assim haja mais amor próprio depositado além da selecção de futebol.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Pensamento do dia

"Podemos sempre aprender alguma coisa com os outros, mesmo com os nossos inimigos. Neste tempo em que tudo custa tanto dinheiro, os críticos são mestres a quem não se paga. Merecem até, talvez, uma certa gratidão da nossa parte."

António Estanqueiro

sábado, 30 de junho de 2012

Reflexão sobre Angola, Portugal, o trabalho e outras coisas

Depois de uns meses em Angola sem pausas e com as terras da Lusitânia a cheirarem a verão o cérebro começa a entrar em default.
Como é a vida em Angola? Costumam perguntar-me amiúde. Numa palavra: cansativa. Mas também gratificante. Para um habitante das terras do hemisfério norte, que toma por seguro e garantido coisas banais como água na torneira e energia eléctrica, chegar a casa numa sexta-feira depois de um dia de trabalho e não ter energia e o gerador ir à vida não é fácil e pode ser um verdadeiro pesadelo. Há que ter estofo. Aqui nada é garantido e tomar um duche de chuveiro chega a ser um verdadeiro luxo depois de 15 dias sem água da rede. Mas a melhoria é notável, pois há 5 anos atrás a situação era muito mais difícil, afinal reconstruir um país depois de 30 anos de guerra é tarefa hercúlea (e os Angolanos estão de parabéns pelo que têm feito até aqui).
Depois o trânsito. Lento e caótico. Vivo a cerca de 2 km apenas do local de trabalho e já demorei uma hora para chegar a casa. A pé demoro apenas 10 minutos. É quase impossível marcar compromissos a horas certas, a incerteza é a única certeza. Seria no entanto injusto não dizer que melhorou; as novas vias facilitaram muito, a sinalização é mais eficaz e a policia de trânsito tem um papel importantíssimo na circulação rodoviária. Há locais onde os agentes reguladores são autênticos heróis, pois na sua ausência é impossível circular.
Depois o trabalho em si. Não deixa de ser irónico num país onde, por conjuntura da reconstrução das infraestruturas, as coisas acontecem devagar, mantermos um ritmo de trabalho endiabrado. Se julgam que nas economias avançadas se trabalha depressa venham conhecer Angola; aqui é tudo para ontem. Talvez seja a crise permanente que se vive em Portugal que obriga as nossas empresas aqui a compensar as perdas de lá; não sei, ou talvez o facto de um expatriado não ser barato, o certo é que aqui trabalha-se e muito. Mesmo. Ainda por cima para quem escolher uma das profissões mais stressantes do mundo... Se os transportes e logística na Europa já não são fáceis, aqui a coisa só vista, porque contada ninguém acredita. Afinal, como diz um velho amigo director de uma agência de navegação: "toda a actividade económica depende de nós, mas, ao mesmo tempo, ninguém dá por nós, somos os low-profilers da economia". Um exemplo da dependência? Cerca de 200 emails recebidos por dia e pelo meio-dia a memória do telefone já esgotada entre chamadas recebidas e efectuadas... É obra!
Por tudo isto, Angola não mata, mas mói. Quando vou de férias tenho o cérebro literalmente em água. Mas ao mesmo tempo é deveras gratificante, pois com todas as dificuldades do meio ganhamos competências inimagináveis para quem vive no conforto do hemisfério norte. Ganhamos uma visão da organização a 360º, a gestão ganha uma nova dimensão e aqui, melhor que em qualquer lugar, percebemos Mintzberg quando diz que o gestor não deve estar acima na organização num organograma em 2D, mas sim bem no centro num esquema em 3D. E ainda nos tornamos criativos. Quando a internet vai abaixo, quando o sistema do banco não funciona, quando o Porto não consegue localizar aquele contentor tão importante, só com muita imaginação atingimos o sucesso. É por estas e por outras que costumo brincar a dizer que se os expatriados em Angola regressassem todos ao mesmo tempo para Portugal iriam contribuir ainda mais para o desemprego, pois cada um podia substituir vários quadros de uma assentada. Não por acaso um amigo que regressou há pouco ouviu dos colegas para ter mais calma e ir mais devagar porque o trabalho não acabava e havia mais pessoas que o podiam fazer... Talvez por isso a pergunta do milhão é porque não trabalhamos nós em Portugal desta forma e deixámos o país entrar em falência? Os salários explicam alguma coisa, mas, certamente, não explicam tudo.

sábado, 24 de março de 2012

Primeiro aniversário e uma prenda

Neste mês de Março este local cumpriu o seu primeiro ano de existência.
Passou rápido, escreveram-se algumas postas de pescada, mandaram-se uns bitaites, deu-se música e assim espero continuar por mais alguns anos.

A prenda chegou na semana passada com a publicação deste texto na edição em papel do Linhas de Elvas (semanário da minha terra natal).

PS: Pelo menos a direcção do jornal podia ter avisado com um mail para a caixa de correio do blogue ao invés de tomar conhecimento por terceiros...

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Leitura do dia

"A maravilhosa civilização moura de Espanha, no fundo, mais próxima de nós do que Roma e a Grécia, que fala aos nossos sentidos e ao nosso gosto com mais força do que aquelas, essa civilização foi espezinhada (não digo por que patas) - porquê? porque devia a sua origem a instintos nobres, a instintos viris, porque afirmava a vida com as raras e refinadas magnificências da da vida moura...!
Os cruzados lutaram mais tarde contra algo que melhor teriam feito em adorar de rastos - uma civilização tal, que comparada com ela, até o nosso século XIX apareceria muito pobre e muito atrasado. - Claro que os cruzados queriam era o saque: o Oriente era rico... Sejamos directos! As cruzadas - alta pirataria, nada mais! - A nobreza alemã - no fundo nobreza de viquingue  - encontrava-se com isso no seu elemento: a Igreja sempre soube como atrair a nobreza alemã... (...)
Será que um alemão terá de ser génio, terá de ser um espírito livre, para se tornar decente? (...)
É necessário abrir aqui uma ferida cem vezes mais dolorosa ainda para os Alemães. Os Alemães privaram a Europa da última grande colheita de cultura a que ela poderia aspirar: - a do Renascimento."

(Freidrich Nietzsche, O Anticristo)

domingo, 5 de junho de 2011

sábado, 9 de abril de 2011

Há muito que me intriga...

Se a malta de esquerda é que é moderna, fashion, cool, solidária e tudo o mais que há de bom, porque dizemos que alguém porreiro é um tipo às direitas?